Carlos Cortegoso, que ficou conhecido como o famoso "garçom" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode estar envolvido em recebimento de dinheiro desviado do Ministério do Planejamento, na gestão de Paulo Bernardo. O empresário Cortegoso é dono da empresa "Focal Confecções e Comunicação" e da CLS Consultoria e eventos. Os fatos estão sendo investigados pela Polícia Federal, que hoje (24), fez busca e apreensão na casa do garçom e nas suas empresas. Uma de suas empresas, a "Focal", foi a segunda maior fornecedora para a campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff. A força-tarefa da Lava Jato chegou ao empresário através de delação feita pelo ex-vereador do PT Alexandre Romano.

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A PF apreendeu computadores, celulares e vários documentos na casa do empresário. A intenção é expandir as investigações para se chegar a novas provas contra Cortegoso.

Ação esperada

Carlos Cortegoso disse que já esperava essa ação da Polícia. Em conversas com pessoas próximas, ele afirmou que sua prisão poderia ser decretada a qualquer momento. 

O "garçom do #Lula" forneceu vários materiais para as campanha presidenciáveis desde de 2002, como camisetas, material gráfico e era muito próximo do ex-tesoureiro João Vaccari Neto.

"Garçom do Lula"

Cortegoso ganhou esse termo porque ele trabalhava em um restaurante, na cidade de São Bernardo do Campo, e o ex-presidente sempre frequentava o local. O empresário montou uma empresa de camisetas na década de 90 e, quando Lula chegou ao poder no Palácio do Planalto, Cortegoso virou o maior fornecedor para as campanhas do partido.

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Desde então, começaram a surgir irregularidades com o nome do empresário. Mesmo diante dos escândalos que o PT estava passando, Cortegoso continuava firme no fornecimento de materiais para as campanhas. Lula chegou a pagar para a empresa "Focal", R$ 3,9 milhões para sua campanha de reeleição, em 2006. E, na campanha de Dilma, o partido dos trabalhadores quadruplicou os gastos com a empresa, chegando a R$ 14,5 milhões.

Cortegoso também recebeu R$ 156 mil de Gleisi Hoffmann, quando esta estava em campanha para senadora. 

O empresário não comentou os casos que envolvem seu nome até o momento. #Lava Jato #Corrupção