O polêmico deputado federal Jair Bolsonaro, do Partido Social Cristão (PSC-RJ), tornou-se réu, segundo o G1, “pela suposta prática de apologia ao crime e por injúria". O Supremo Tribunal Federal acatou o pedido, embasado em um episódio ocorrido em 2014, entre Bolsonaro e a deputada gaúcha e petista, Maria do Rosário.

No episódio específico, Jair Bolsonaro disse que Maria do Rosário “não merecia ser estuprada”, afinal, ele a considerava feia. Esta discussão aconteceu após a deputada fazer um discurso em defesa das vítimas da ditadura civil-militar brasileira, entre os anos de 1964 e 1985.

Mesmo que o processo se resuma a apenas um caso específico, Jair Bolsonaro já esteve envolvido em outros casos sexistas.

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Em 2015, Jair Bolsonaro foi fortemente criticado por defender que mulheres ganhem salários inferiores aos homens, pois pode acontecer de ficarem grávidas. Após repercussão negativa, Bolsonaro recuou.

O polêmico deputado, agora em 2016, foi visto mais uma vez de maneira negativa por parte da população, após homenagear o torturador de Dilma Rousseff, durante o processo de impeachment, no mês de abril. Bolsonaro declarou seu voto ao Coronel Ustra Brilhante, acusado de várias práticas de tortura durante a ditadura.

A defesa de Jair Bolsonaro alega que o deputado não poderia ser acusado desses crimes, pois ele cria inúmeros projetos de leis que defendem que estupradores tenham penas mais “pesadas”, como castração química, por exemplo.

Será que isso seria o suficiente para inocentar o deputado? Devemos nos lembrar que, além dos discursos sexistas, o mesmo deputado que procura leis mais “pesadas” contra os estupradores, defende e até assina projetos de leis que prejudicam as mulheres que foram abusadas e estupradas.

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Segundo uma publicação do dia 31 de maio, aqui mesmo no Blasting News, o deputado federal, ao lado do companheiro de partido Marco Feliciano, defendem a PL 6055/2015, que revoga a Lei nº 12.845, que está relacionada ao “atendimento obrigatório e integral, às pessoas vítimas de violência sexual”. #Justiça #PT #Dentro da política