O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) anunciou através de uma rede social que processará o Movimento Brasil Livre (MBL) pelas acusações de que seu documentário teria sido bancado pela Lei Rouanet.

Jean revelou que o filme que conta a sua história foi executado para ele e não por ele, de forma que o parlamentar não teria qualquer ligação com a forma com que o mesmo foi realizado ou financiado. Ainda segundo o político, os produtores do documentário captaram recursos para a produção através de uma vaquinha virtual, não havendo participação do MinC.

Jean chamou o MBL de 'quadrilha de mentirosos' e que os processará, pois se cansou de tantas 'difamações e calúnias' envolvendo o seu nome.

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O deputado ainda afirmou que acionará a Polícia Federal e o MPF para investigar todos os 'crimes' cibernéticos que ele identificar.

Investigação do MPF

No dia 14 de junho o Estadão divulgou que o Ministério Público Federal havia instaurado um inquérito para apurar eventuais irregularidades quanto ao usufruto da Lei Rouanet. Quem iniciou as investigações, segundo a publicação, foi a procuradora federal Ana Carolina Diniz.

A coluna ainda afirmou que dentre outros esclarecimentos que devem ser feitos pelo MinC junto ao MPF está o possível crime de tráfico de influência para fazer o documentário de Jean Wyllys. Na época da publicação o parlamentar não fez questionamentos.

PF mira em beneficiários da Lei Rouanet

Nessa terça-feira, 28, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisões em uma nova operação que visa apurar uma fraude milionária através do uso da lei de incentivo cultural.

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Segundo as investigações, a Lei Rouanet chegou a bancar até casamento com show de cantor sertanejo.

Resposta do MBL

Em resposta ao deputado Jean Wyllys, o movimento salientou que apenas replicou uma notícia dada pelo Estadão e criticou a postura do parlamentar. Segundo Fernando Holiday, um dos coordenadores do MBL, essa é a segunda vez que Wyllys tenta os 'calar' após a divulgação de uma notícia que já havia sido repercutida por outros meios.

#Justiça #Internet #Câmara dos Deputados