João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, resolveu quebrar o silêncio após mais de um ano preso. Ele é réu no caso Bancoop onde é acusado de desviar mais de R$ 70 milhões.

Detido desde 15 de abril de 2015, na 12° fase da Operação Lava Jato, e condenado a mais de 24 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa, #Corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e com mais quatro condenações a caminho, Vaccari tem em mãos provas e documentos que podem decidir o futuro da presidente afastada Dilma Rousseff.

Familiares de Vaccari andaram sondando advogados especialistas no assunto e, em algumas conversas, foi discutido até o teor do que poderia ser revelado por ele nos depoimentos.

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Um dos temas que interessam aos procuradores é sobre a campanha eleitoral de 2014 feita por Dilma Rousseff. O ex-tesoureiro, que sempre teve ligações com o ex-presidente Lula, conhece bem a alma do PT. 

Preocupação

A alta cúpula do PT recebeu há duas semanas a notícia de uma possível delação de Vaccari com muita surpresa que se transformou em preocupação logo em seguida. A pergunta é: até onde Vaccari pode chegar? A busca por respostas foi feita por uma comitiva despachada para Curitiba à mando do partido.

Na missão de descobrir tal fato, ficou encarregado Afonso Florence, líder do partido na Câmara, acompanhado por Ângelo Vanhoni, ex-deputado paranaense. Ainda não se sabe como os dois conseguiram driblar a segurança do Complexo Médico-Penal de Pinhais e ter uma conversa longa com o ex-tesoureiro.

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Magoado com a alta cúpula do partido por ter sido abandonado na prisão, Vaccari confirmou que quebrará o silêncio.

De volta à Brasília, Afonso foi imediatamente ao encontro de Paulo Rocha, líder do PT no Senado, e repassou toda a conversa que teve com João. Segundo Florence, a delação de Vaccari "será uma explosão controlada". 

Florence explicou para Rocha que o depoimento poderá arruinar o mandato do presidente interino Michel Temer, pois o depoimento será baseado na chapa eleita em 2014, ao qual peemedebista também fez parte. #Lava Jato #Crise-de-governo