Na manhã desta terça, José Serra tomou uma decisão bastante polêmica. À frente do Ministério das Relações Exteriores, o político, nascido e residente em São Paulo, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), decretou a exoneração de Milton Rondó Filho, funcionário do Itamaraty que, no último mês de março, expediu três circulares à várias embaixadas no mundo, solicitando apoio contra o processo de impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff, chamando de "luta contra o golpe".

Na antiga função, Rondó era o responsável por coordenar as Ações Internacionais de Combate à Fome. Ele começou a ter a sua influência enfraquecida ainda sob a chancelaria de Mauro Vieira, quando foi proibido de enviar qualquer comunicado ao exterior.

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Não existe uma definição sobre o futuro paradeiro de Milton Rondó, nem quem ocupará a pasta agora vaga. A expectativa é de que, nos próximos dias, tudo seja resolvido.

Esta não é a primeira polêmica na qual José Serra se envolve desde a sua nomeação como um dos ministros do governo em exercício de Michel Temer. No início do mês, ele questionou a legitimidade da Organização Mundial do Comércio (OMC) em derrubar os subsídios e as barreiras sanitárias, além de apostar na Rodada Doha, a qual leva o Brasil a condicionar o seu engajamento a avanços objetivos.

Ainda em junho, o psdbista discursou em uma plenária do Senado Federal e pediu que fosse o aprovado o seu projeto de lei, no qual haveria a retirada da obrigatoriedade da Petrobras como operadora única do pré-sal. Para Serra, isso abriria caminhos para outras mudanças na exploração do produto.

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Ao final de sua explanação, ele foi hostilizado por parte do público que assistia a sessão, sendo chamado de "golpista" e "entreguista".

Para complicar ainda mais a vida do tucano radicado na capital paulista, ele teve seu nome citado pela OAS Empreendimentos, durante o processo de delação premiada da Operação Lava-Jato, como um entre as centenas de políticos favorecidos com repasse de verba ao longo do período das campanhas eleitorais. Serra também faz parte de uma lista similar da Odebrecht. #Lava Jato #Corrupção #Crise no Brasil