A luta contra a corrupção permanece firme por parte do Judiciário Brasileiro. Na última segunda, Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República (PGR), entrou com uma ação junto ao Superior Tribunal Federal (STF), em Brasília, pedindo que Renan Calheiros (presidente do Senado), Eduardo Cunha (presidente afastado da Câmara dos Deputados), José Sarney (ex-presidente da República) e Romero Jucá (senador e ex-Ministro do Planejamento do Governo Michel Temer), todos filiados ao PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), sejam detidos preventivamente de forma imediata.

Segundo o jornal O Globo desta terça, o procurador fez esse pedido baseado na suspeita de que os quatro políticos estariam obstruindo o trabalho da Operação Lava Jato, conforme delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, na semana passada.

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Janot também solicitou que Calheiros também seja afastado de suas funções no Senado.

Como é uma pessoa de idade, Sarney, caso tenha a sua prisão decretada, terá apenas que usar uma tornozeleira própria para ser monitorado diariamente pela Justiça.

A petição de Rodrigo Janot já está nas mãos de Teori Zavascki, ministro do STF, há cerca de uma semana, mas não existe previsão de quando ocorrerá uma definição sobre o assunto.

Por intermédio de suas respectivas assessorias, Jucá e Sarney negaram quaisquer atitudes que buscassem prejudicar o andamento da #Lava Jato. Renan Calheiros não respondeu aos contatos e Eduardo Cunha divulgou uma nota, na qual afirma que só emitirá um pronunciamento do pedido de prisão após conhecê-lo.

No mesmo dia, Gilmar Mendes, também ministro do STF, autorizou o segundo processo de investigação contra o senador e ex-candidato à presidência da República, Aécio Neves, do PSDB (Partido da Social democracia Brasileira), sobre uma suposta manobra para tirar da CPI dos Correios, acontecida em 2005, informações sobre o chamado mensalão mineiro.

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Essa decisão é baseada na delação premiada de Delcídio Amaral, senador pelo estado de Mato Grosso, cassado recentemente.

No mesmo inquérito, ainda foram citados os peemedebistas Eduardo Paes (atual prefeito do Rio e, na época, secretário-geral do PSDB) e Clésio Andrade (ex-senador e que, durante aquele período, era o vice de Aécio no governo de Minas Gerais).

Através de notas, Aécio e Paes se colocaram à disposição para prestar tais esclarecimentos. Já Clésio não quis se pronunciar sobre o assunto. #Corrupção #Dentro da política