A força-tarefa da Operação #Lava Jato e a empreiteira Odebrecht, depois de muitas reuniões, fizeram um acordo de confidencialidade, favorecendo a possibilidade de uma delação "bombástica" que pode movimentar o cenário político brasileiro nos próximos dias. Nesse acordo, foram destacados vários pontos. Além da delação premiada, que envolverá Marcelo e os executivos da empresa, foi colocado em questão um acordo de leniência da própria empreiteira, para que ela não seja mais atacada pela Lava Jato e comece a buscar novos rumos, a não ser que mais pessoas da empresa sejam flagradas em corrupção. Com esse acordo fechado, Marcelo Odebrecht terá que pagar multas e será alvo de sanções penais, mas, por outro lado, o empresário poderá ter sua pena "perdoada' ou reduzida, conforme aconteceu com outros réus da Lava Jato.

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O responsável em definir a concessão de benefícios de Marcelo Odebrecht será o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. O caminho ainda é longo, mas é um grande passo para que as investigações possam prosseguir com mais veemência.

Operações ilegais

A maior empreiteira do país, através desse acordo de confidencialidade, poderá trazer informações de operações ilegais, que podem incluir outras empresas, contratos fraudados com propinas e nomes públicos contemplados. Nesta fase, ocorrerá "conversas informais' entre executivos e procuradores, anexos com resumo de um fato e, após o acordo de delação ser fechado, entrará a fase de entrega de provas, testemunhas, e-mails e número de contas.

Lula

Os investigadores acreditam que Marcelo Odebrecht pode dar informações que alcançarão muitos partidos envolvidos com o financiamento de campanhas eleitorais.

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Interessa aos investigadores dados sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles querem saber sobre o sítio de #Lula no interior de São Paulo, que a Lava Jato atribui ao petista e que é contestado por sua defesa. Outro ponto que chama a atenção dos investigadores é o tráfico de influência, supostamente praticado por Lula, em favor da empresa Odebrecht, o que é negado mais uma vez pela defesa do presidente. A possível delação de Odebrecht pode solucionar esses fatos.