Os ex-ministros Guido Mantega, Antônio Palocci e Edinho Silva devem ser intimados na próxima semana a prestarem depoimentos favoráveis ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, em nova ação penal investigada pela Operação #Lava Jato.

Conforme o editorial da revista 'VEJA', o juiz federal Sérgio Moro remeteu nesta sexta-feira à 2.ª Vara Federal, na Comarca de São Paulo, um requerimento solicitando que "Mantega, Palocci e Edinho, sejam intimados a depor no dia 22 de julho às 9h na capital paulista", esclareceu a reportagem.

As testemunhas foram arroladas a pedido de Marcelo Odebrecht para compor o conjunto probatório de sua defesa de nova ação penal, na qual o empreiteiro é um dos réus, pelas acusações de comandar o esquema de pagamento de vantagens indevidas (propinas), dentro da própria Odebrecht, além dos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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No rol dos intimados sugerido pelo empreiteiro, também foi acolhido o pedido de notificar a presidente Dilma Rousseff (#PT), pois segundo ele, Dilma, tinha total conhecimento das armações dentro da Estatal, inclusive as negociações do departamento de propinas, que funcionava dentro da Odebrecht, que por ele era administrado.

Entretanto, para o depoimento da presidente foi estabelecido um rito diferenciado devido a sua posição, pois mesmo afastada ela ainda permanece como Chefe de Governo, portanto ainda possui as prerrogativas da legislação vigente. Desta forma, o juiz Sérgio Moro achou por bem consultá-la da seguinte forma: "Consulto Vossa Excelência acerca da possibilidade de prestar depoimento presencial perante este Juízo ou por videoconferência com a Justiça Federal de Brasília, ou ainda se prefere fazê-lo por escrito", finalizou a reportagem da revista.

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A presidente Dilma Rousseff permanece afastada de suas atribuições presidenciais pelo período de até 180 dias, por determinação do plenário do Senado Federal em decorrência do processo de 'impeachment', o qual tramita na própria Casa que será palco do julgamento final da petista.

Já Marcelo Odebrecht continua preso devido à sua primeira condenação, que corresponde a dezenove anos e quatro meses, com a possiblidade de recurso. Ressalta-se que o seu histórico ainda pode ser agravado e a sua pena aumentada devido a outros processos, aos quais responde no âmbito da Lava Jato.

  #Corrupção