O ministro Teori Zavascki, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou que uma denúncia contra o ex-presidente Lula e outras 6 pessoas, por suspeita de obstruir à justiça, ao tentar impedir a delação de Nestor Cerveró, seja enviada para a Justiça Federal de Brasília.

Foi esse o caso que motivou a prisão em flagrante do então senador Delcídio do Amaral, em novembro do ano passado.

Decisões do ministro

O ministro Teori Zavascki entendeu que o caso não tem relação com as fraudes na Petrobras, por isso, ele levou em consideração o local onde aconteceu o suposto crime que foi Brasília.

O juiz entendeu que, mesmo que alguns eventos tenham acontecido no Rio de Janeiro e em São Paulo, o principal deles, que foi a gravação da conversa entre o filho de Cerveró e o Delcídio do Amaral, flagrou o plano de tentar destruir as investigações, ocorreu em um hotel de Brasília.

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O ministro argumentou também que a denúncia sobre a tentativa de impedir a delação premiada de Nestor Cerveró, foi homologada no Supremo, também em Brasília.

A decisão do ministro Teori Zavascki não atendeu nem a Procuradoria-Geral da República nem a defesa do ex- presidente Lula. O procurador-geral, Rodrigo Janot,  queria que a denúncia fosse para as mãos do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Por entender que o caso tem relação com esquema de desvio de dinheiro, da Petrobras. Já os advogados de Lula queriam que fosse para a Justiça Federal de São Paulo, porque parte dos eventos citados aconteceram lá.

A defesa do ex-presidente Lula não se manifestou sobre a decisão de Teori.

É oportuno lembrar que as investigações que apuram se existe relação entre o esquema de #Corrupção na Petrobras, e as reformas no sítio em Atibaia, e a propriedade do apartamento no Guarujá, ficaram em Curitiba.

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E foram oficialmente recebidas na última sexta-feira (24), pelo juiz Sérgio Moro, depois que o ministro Teori decidiu devolver o caso para a primeira estância.

Moro seguiu a decisão de Teori de retirar das provas, uma gravação entre Lula e Dilma que foi feita quando a ação judicial já havia sido suspensa. #Lava Jato