Dessa vez a delação premiada veio em dose dupla. Nesse momento, encontra-se homologado pelo relator da Operação Lava Jato, o Ministro Teori Zavaski do Supremo Tribunal Federal (STF), outra delação premiada 'bomba'. O acordo foi concedido em benefício de Expedito Machado, filho do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Machado foi o responsável pela agitação do cenário político na semana passada no Congresso Nacional. O ex-diretor da Transpetro participava de encontros com os aliados do PMDB e resolveu gravar todo o conteúdo das conversas. Segundo ele, era uma forma de garantir futuras acusações, caso fosse investigado no esquema de #Corrupção.

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Os registros revelaram dizeres bastante comprometedores, principalmente sobre a cúpula do #PMDB e as revelações tiraram o sono de muitos parlamentares. Como se não bastasse, ainda vão ter que enfrentar a delação de Expedito, que oficialmente confirmou todos os fatos narrados pelo pai, além de oferecer esclarecimento dos mínimos detalhes de desvios dos recursos os quais participou.

A colaboração do filho de Machado será de grande utilidade para a justiça. Os depoimentos foram colhidos pelo juiz federal Sérgio Moro que por ventura é o responsável pelo comando da Operação Lava Jato na Comarca de Curitiba-PR.

Conhecido como afilhado do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, Machado recebeu esse apelido logo que assumiu a presidência da Transpetro e, segundo comentários internos, quem apadrinhou e oficializou, indicando o nome ao cargo, foi Calheiros, portanto, sugere uma relação muito próxima entre os dois.

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Sobre Renan Calheiros, ele é um dos protagonistas dos áudios de Machado. Também são suspeitos o ex-presidente da república, José Sarney, e o ex-ministro do planejamento, Romero Jucá, que logo após o ocorrido foi exonerado do cargo e Fabiano Silveira, do Ministério da Transparência, que também não aguentou a pressão feita por servidores da Controladoria Geral da União (CGU), em Brasília, e pediu exoneração do cargo.

O que foi adiantado pelo jornal 'Folha de São Paulo' se referiu ao fato de Machado filho ser conhecido como 'Did'. Expedito mencionou que a sua finalidade era exercer a função de operador do PMDB dentro do Senado Federal. Assistia o partido em tudo que fosse necessário, ou seja, uma espécie de 'laranja' dos parlamentares, além disso, fazia parte de todas as estratégias de cunho internacional, uma vez que possui residência fixa em Londres, na Inglaterra. 

A família Machado está proibida de conceder maiores informações sobre o caso, pois a desobediência suspende automaticamente o acordo de delação premiada.

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Entretanto, o beneficiário já tem ciência, e inclusive, aceitou os termos do acordo que propõe a potencialização da recuperação de valores desviados dos cofres públicos.

Diante das circunstâncias, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tem a possibilidade de solicitar a instauração de novos inquéritos referentes à Lava Jato ou fazer uso dos áudios ou partes dos depoimentos para anexar ao processo existente da Operação. No entanto, Janot ainda possui a prerrogativa de requerer qualquer documento que julgar necessário dentre os outros apresentados, que eventualmente possibilita a propositura de ação aos suspeitos que não possuem foro privilegiado, direcionando-os ao juiz Sérgio Moro. #Lava Jato