O senador Lindbergh Farias foi anunciado, nessa terça-feira, 28, como o novo líder da oposição no #Senado Federal. Farias é um dos maiores defensores de Dilma Rousseff e visa fazer o possível para barrar seu afastamento definitivo nas próximas semanas.

Lindbergh avisa ainda que a bancada da oposição do qual é líder, trabalhará para barrar todos os projetos apresentados por aliados de Michel Temer, além de enfraquecer a tese do #Impeachment. A votação final do impeachment ainda não tem uma data definida, mas deve acontecer até o final do mês de agosto.

Samuel Pinheiro Guimarães, que foi ministro de relações estratégicas e secretário do Itamaraty durante o governo de Lula, chefiará a equipe técnica da bancada. 

Lindbergh na CEI

Com transmissão, ao vivo, pela TV Senado, diariamente é possível ver as sessões da Comissão Especial do Impeachment, em que Vanessa Grazziotin, Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann interrompem constantemente para poder ganhar tempo nas oitivas de testemunhas.

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Na última segunda-feira, 27, a advogada e co-autora do pedido de impeachment de Dilma, Janaína Paschoal, discutiu com o senador petista durante a sessão. Na ocasião, Janaína demonstrou sua indignação com o político que insinuou que ela era culpada pela prisão do marido de Hoffmann, Paulo Bernardo.

Lindbergh acusou-a de ter orientado o juiz que emitiu o mandado de prisão, uma vez que o mesmo era seu orientando. Janaína então deixou claro, diante de todos os presentes, que seus alunos não são vassalos e que possuem as mais diversas ideologias políticas, das quais ela respeita e que somente lhe dão satisfações no que diz respeito aos trabalhos acadêmicos.

As imagens de seu desabafo logo repercutiram e ganharam os telejornais e canais de internet. Lindbergh tentou se defender, mas ao mesmo tempo admitiu que suas palavras foram verdadeiras.

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O senador Lindbergh e seus aliados possuem, pelo menos, mais quatro semanas para tentar reverter a situação de queda de Dilma junto aos senadores da Casa. Da mesma forma, a bancada da acusação foi beneficiada com o laudo da perícia do Senado, que apesar de alegar não ter identificado as pedaladas nos meios analisados, confirmou a existência de ato comissivo por parte de Dilma em três decretos de 2015, o que configura crime de responsabilidade. #Congresso Nacional