Como diz o ditado, 'o feitiço virou contra o feiticeiro'. Se houve feitiço não sabemos, mas a má-fé dos corruptos foi sabida por todos e deixou a Petrobras abalada. Agora, o Partido dos Trabalhadores (#PT) pode estar 'encrencado' com as próximas revelações que estão por vir. Os chefões da cúpula petista devem estar bastante preocupados, pois as novas delações podem comprometer os petistas Júlio Falcão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente afastada Dilma Rousseff.

Entenda o que está acontecendo

A tarefa de cumprir pena na prisão não está nada fácil para os três petistas João Vaccari Neto, José Dirceu e André Vargas, haja vista que foram condenados pela Operação #Lava Jato que apura o maior escândalo de #Corrupção no país.

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Os réus respondem pelos delitos de corrupção, lavagem de dinheiro, recebimento de vantagens indevidas (propinas) e organização criminosa. Vale lembrar ainda que todos os citados são alvos de vários outros inquéritos processuais que podem alterar o período de cumprimento das penas individuais.

Conforme reportagem do jornal Estadão, os petistas começam a se revoltar, pois não querem assumir toda a culpa das negociatas ocorridas dentro da estatal. Alegam que o Partido dos Trabalhadores foi o principal responsável por tudo, portanto deve reconhecer os ilícitos praticados na Petrobras.

Ainda de acordo com a reportagem, foi esclarecido que algumas personalidades com 'status de parlamentar' foram vistas com os petistas dentro do Complexo Penitenciário da Polícia Federal em Curitiba e recebidas por Vaccari.

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Ele "encaminhou a questão ao partido", ou seja, informou o posicionamento dos petistas presos, uma vez que ainda continua sendo o centro das atenções dentro da prisão. O ex-tesoureiro ainda argumentou "que o alvo final da Lava Jato e operações derivadas não é sua pessoa física, é o PT enquanto instituição".

O jornal disse que "nos últimos dias dirigentes passaram a defender internamente que o partido avalie a proposta na próxima reunião do diretório nacional do PT, marcada para 19 e 20 de julho". Foi enfático ao dizer que o assunto tornou-se evidente quando os petistas ficaram sabendo sobre a grande operação na quinta-feira passada, realizada pela Polícia Federal (PF), com relação às buscas ordenadas na sede do Diretório do Partido Trabalhista e o cumprimento das diligências dos mandados de prisão.

A operação citada se refere ao novo desdobramento da Lava Jato, batizada pelo nome de 'Custo Brasil', conduzida pelo juiz federal Paulo Bueno de Azevedo da 6ª Vara Criminal de São Paulo. As diligências contaram com 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14  mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento).

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Ademais, o susto talvez tenha sido maior em decorrência da prisão acauteladora do ex-ministro Paulo Bernardo, considerado um dos maiores captadores de recursos do PT e que conduziu os ministérios do Planejamento e das Comunicações dos Governos Lula e Dilma Rousseff, além de ser marido da Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).