Após #Lula saber que a Lava Jato o denunciará criminalmente nas próximas semanas, seus advogados fizeram um pedido de investigação junto ao PGR contra o juiz Sérgio Moro.

O objetivo é convencer Rodrigo Janot de que Moro agiu com abuso de autoridade ao grampear os telefones de Lula e pessoas ligadas à ele, bem como feriu a Declaração Universal dos Direitos Humanos ao conduzi-lo coercitivamente para depor, causando-lhe grande constrangimento.

O pedido da defesa do petista surge após o ministro Teori Zavaski anular as gravações grampeadas de Dilma. Entretanto, a decisão foi por conta de Dilma não ser a investigada da #Lava Jato e ainda gozar de algumas imunidades como presidente da república, logo, a eficácia das ligações em eventual análise não foi descartada, apenas não podem ser usadas contra Dilma, que mesmo que a grande maioria dos brasileiros não gostem, era a presidente em exercício na época das ligações gravadas.

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Mas Lula e cia estão dispostos a lutarem para provar que assim como foi reconhecido a ilegalidade das gravações com Dilma, também deve-se estender esse entendimento a Lula. O que o petista se esqueceu é que ele é um ex-presidente e não possui mais as imunidades que Dilma ainda tem, mesmo que na condição de afastada.

O pedido será apreciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, podendo ser acatado ou não. Se uma investigação for aberta, Lula não deixa de ser investigado, só terá a chance de ganhar um juiz mais 'bonzinho', ou não.

Futuro incerto para Lula e ordem do desespero

Teori assinou a remessas das investigações contra Lula e outras quatro pessoas ao juiz federal Sérgio Moro na segunda-feira, 13. Na quarta-feira,15, repercutiu na imprensa a notícia de que Lula seria denunciado criminalmente em poucas semanas.

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E pouco mais de 24h depois de saber disso, Lula tenta correr contra o tempo e faz o pedido contra o juiz.

Lula também pediu que as investigações contra ele permaneça no Supremo, mas mesmo tentando evitar ao máximo o juiz, as investigações não serão arquivadas e ele seguirá como alvo, até que seja processado e em cumprimento ao princípio da ampla defesa, tenha o direito de provar que é inocente. Provar, não falar que é inocente.  Até lá, muita coisa ainda pode acontecer. #Polícia Federal