Nestor Cerveró (ex-diretor da área internacional da Petrobras) deixou hoje de manhã a carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ele está usando uma tornozeleira eletrônica e vai cumprir a pena em casa, na região serrana do Rio de Janeiro.

Cerveró assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal  e se comprometeu em devolver R$ 17 milhões de reais aos cofres públicos, referentes a crimes que ele confessou, ao longo da investigação da operação Lava Jato, ter cometido.

Cerveró, que ficou preso durante 527 dias, é uma das figuras mais marcantes da operação Lava Jato. Ele foi condenado a 27 anos e 4 meses de prisão e, agora passa a ser beneficiado.

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Ele já está com a tornozeleira eletrônica que, foi colocada ontem na sede da Justiça Federal em Curitiba e, vai passar a cumprir pena em Itaipava, distrito da cidade de Petrópolis-RJ.

Nestor foi condenado por crimes como #Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele tem seu nome envolvido no esquema que envolveu a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Entenda o caso da refinaria

Nestor Cerveró foi a pessoa responsável pelo relatório utilizado para fundamentar a compra da refinaria.

A ex-presidente da Petrobras Graça Foster chegou a acusar Nestor sobre uma cláusula existente no contrato, que acabou obrigando a estatal petrolífera a comprar integralmente a refinaria. E segunda ela, o conselho de administração da empresa não foi informado sobre nada referente essa parte do contrato. Graça falou muitas vezes que essa compra foi um negócio mal-feito e que o prejuízo para a Petrobras ultrapassou os U$500 milhões de dólares.

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Em depoimento, Nestor disse que a presidente afastada, Dilma Rousseff, estava ciente de tudo sobre a transação da compra da refinaria Pasadena, no Texas, Estados Unidos. Ele comentou que ela sabia até mesmo sobre as propinas que foram pagas na época.

O sigilo da delação premiada de Nestor Cerveró foi retirado pelo Ministério Público Federal, que entendeu que isso não iria atrapalhar no decorrer do processo, pois as investigações já estavam muito adiantadas. #Lava Jato