Após ter sido afastada temporariamente da presidência da república, no dia 12 de maio, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), viu sua situação se complicar ainda mais com o desenrolar das investigações da operação "#Lava Jato".

A Revista "Isto É" traz, em sua nova edição, trechos da delação premiada do empreiteiro Marcelo Odebrecht, que envolvem diretamente a presidente #Dilma Rousseff, pela primeira vez, nos esquemas de corrupção. De acordo com a revista, o empresário confessou aos procuradores da operação "Lava Jato" que, a então presidente Dilma, lhe pediu, pessoalmente, o montante de R$ 12 milhões para a campanha de 2014, da qual a chapa Dilma-Temer (PT/PMDB) saiu vitoriosa.

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De acordo com a publicação, o dinheiro não foi declarado, o que configura caixa dois na campanha da petista, e teria sido usado para pagar o marqueteiro João Santana e também o PMDB, que já havia sido responsável pela campanha vitoriosa de Dilma, em 2010.

Na delação, Marcelo Odebrecht afirmou que Dilma, não apenas tinha pleno conhecimento dos esquemas de corrupção para injetar dinheiro em sua campanha, como também teria pedido pessoalmente a ele dinheiro, descrevendo tudo com riqueza de detalhes.

Odebrecht disse que, durante o período, eleitoral ele foi procurado pelo tesoureiro da campanha petista, Edinho Silva, que parecia estar apreensivo e tinha urgência em conseguir dinheiro para reforçar o caixa da campanha de Dilma, pedindo um montante de 12 milhões de reais em tom impositivo. Ele detalhou que metade do dinheiro seria usado para pagar o marqueteiro, João Santana, e os 6 milhões de reais restantes seriam repassados ao PMDB.

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Oficialmente, o Grupo Odebrecht já havia doado R$ 14 milhões à campanha. O empreiteiro então reagiu de maneira negativa, indicando que não daria o dinheiro extra pedido por Edinho Silva, e que procuraria pessoalmente a presidente Dilma Rousseff. Encontro que aconteceu na sequência, quando a presidente abriu um espaço em sua agenda para recebê-lo.

Na ocasião, Odebrecht teria, então, ido direto ao ponto e questionado se era mesmo para efetuar o pagamento pedido por Edinho. Conforme o delator, a reposta de Dilma teria sido bem direta: "É para pagar".

Essas informações, se confirmada, comprometem Dilma Rousseff e a colocam no centro das investigações da operação. Caso seja comprovado o uso de caixa dois na campanha eleitoral, isso pode ser um fator decisivo para a cassação do mandato da presidente. #Impeachment