A presidente afastada #Dilma Rousseff deverá depor nos próximos dias como testemunha de defesa do empresário Marcelo Odebrecht. A informação foi divulgada pelo site de notícias "G1", nesta sexta-feira, dia 24. A petista anunciou a decisão após ser arrolada pelo juiz Sérgio Moro no processo que apura a informação de que o empresário mantinha um setor estruturado dentro da empresa, na qual era presidente, destinado exclusivamente para o pagamento de propinas. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal.

Dilma faz parte de um grupo de 15 testemunhas designadas pelos advogados de Marcelo Odebrecht, entre as quais estão também o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci; o ex-ministro, Edinho Silva; e o ex-presidente do Banco Central, Guido Mantega.

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O pedido de inclusão das testemunhas foi feito juntamente com a solicitação do advogado Nabor Bulhões para que seu cliente seja absolvido dos crimes aos quais ele está sendo condenado. Vale lembrar que Marcelo Odebrecht já cumpre pena de 19 anos de detenção por condenação expedida em primeira instância. Caso o juiz Moro negue tal pedido, as testemunhas deverão ser ouvidas como último recurso. Além da atual sentença pela qual está preso, o ex-presidente da Odebrecht é alvo de outras duas, nas quais ele é apontado como o principal responsável de manter um departamento que controla as operações financeiras paralelas de seu conglomerado de empresas. 

Caso venha a ser ouvida, Dilma já lançou mão de seu direito de prestar depoimento por escrito, conforme o artigo 221 do Código Penal, que garante às autoridades tal recurso.

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Em cumprimento aos prazos legais, Sérgio Moro estipulou um limite de cinco dias para que os advogados dos réus possam elaborar as perguntas que deverão ser entregues à mesma. Com relação às demais, caberá ao magistrado decidir quais deverão ser ouvidas durante o transcurso das chamadas oitivas processuais.

Este não é o primeiro episódio no qual a presidente afastada é incluída em uma lista de testemunhas de defesa para réus condenados pela #Lava Jato. No início de 2015, os advogados de defesa do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, incluíram seu nome para depor a favor do mesmo. Segundo os defensores, ela presidia o  Conselho de Administração da estatal na época em que os contratos suspeitos de irregularidades foram fechados pelo executivo. Horas depois, seu nome foi retirado pelo próprio acusado ao revelar que tais negociações ocorreram à revelia da petista.   #Corrupção