Nessa segunda-feira, 13, #Dilma Rousseff ganhou mais um motivo para lamentar uma derrota para Michel Temer, o presidente interino do Brasil. Michel quer que a presidente afastada devolva ao Planalto todos os cargos de confiança nomeados por ela durante o seu governo.

Com essa decisão, Temer deseja eleger pessoas de sua confiança, uma vez que ainda existem muitos aliados de Dilma atuando dentro do Palácio do Planalto em cargos de destaque. Temer foca os cargos mais altos do governo, mas não pretende demitir os homens e mulheres de confiança de Dilma, mas oferecer um cargo inferior, com salário bem mais baixo, caso queiram continuar trabalhando no governo.

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No dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência, há um mês, fez a nomeação de Jorge Rodrigo Messias, o 'Bessias' da gravação que piorou a sua situação de governo, e sua amiga Sandra Chagas Brandão, para os cargos com os maiores salários do Palácio do Planalto.

A partir de hoje, 13 de junho, Dilma Rousseff tem um mês para devolver todos os cargos de confiança nomeados por ela. Acredita-se que ela tente retardar esse prazo por conta da proximidade para a decisão do #Impeachment. Entretanto, Temer já está decidido a reduzir de 35 para 15 o número de pessoas que a assessoram durante o seu afastamento da presidência.

Parecer técnico

A decisão está prevista em um parecer técnico feito pela Casa Civil da União, que versa sobre os benefícios a que Dilma Rousseff tem direito durante seu afastamento, bem como as limitações dos mesmos.

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Pontos importantes do documento

  • Restrição no uso de aviões da FAB, podendo usá-los apenas para locomoção entre Brasília e Porto Alegre, cidade onde vivem os familiares da presidente afastada;
  • Devolução dos cargos de confiança.

Dilma Rousseff ou sua assessoria de comunicação ainda não conferiram uma declaração oficial ao requerimento de #Michel Temer.

Impeachment

Dilma ainda tenta correr contra o tempo para voltar à presidência da República em agosto. Com sua tese de golpe, a presidente afastada tem dado entrevistas em que acusa Michel de realizar um golpe em junção com a oposição.

A votação do impeachment deve acontecer na primeira semana de agosto. Atualmente, a Comissão Especial do Impeachment realiza as oitivas das testemunhas.