O processo de #Impeachment delineado contra a presidente afastada #Dilma Rousseff alcança um novo capítulo. Segundo gravações ou os chamados "grampos", que captaram as conversas entre membros da cúpula do PMDB em diálogos nebulosos com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, assinalam, de modo preponderante, de acordo com a defesa de Dilma, atrapalhar as investigações da Polícia Federal e Ministério Público, capitaneadas pela Operação #Lava Jato. Os áudios reforçam essa tese, segundo os defensores de Dilma, ao envolver caciques importantes da política nacional, como o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, o ex-presidente da República, José Sarney e o senador e ex-ministro do governo Temer, Romero Jucá.

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A defesa da presidente afastada tinha como propósito, a inclusão de todos os áudios pertinentes, com o intuito de que pudessem ser anexados ao processo  e, consequentemente, favorecerem  uma mudança substancial na fase que pode definir o futuro político da presidente afastada. Porém, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que assume a condução dos trabalhos na presidência de todo o processo de impedimento da mandatária afastada, rejeitou a inclusão dos áudios, tornando, de certa forma, mais difícil  o caminho dos defensores de Dilma.

Recurso negado

A decisão do presidente da mais alta Corte do País, Ricardo Lewandowski, decepcionou o ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que contava com a inclusão dos áudios de Sérgio Machado, para que pudesse embasar a defesa da presidente afastada e reverter o processo de impeachment.

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A intenção de Cardozo na ação era mencionar os áudios do delator Sérgio Machado e a cúpula do PMDB, como "desvio de poder". Em seu despacho, Lewandowski afirmou que  as conversas gravadas entre o delator Machado e autoridades da República, como Calheiros, Sarney e Jucá, "se encontram sob sigilo e toda a confidencialidade da documentação devem garantir o não comprometimento das investigações e, ainda, preservar possíveis depoimentos que possam vir a ser colhidos no futuro", segundo o magistrado presidente do STF. Já a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, propaga a tese de que os áudios apresentados pelo delator demonstram "desvio de finalidade" por parte da cúpula do PMDB, com o intuito de travar a Operação Lava Jato em favorecimento do processo de impeachment contra Dilma e, ao final, proteger o governo do presidente em exercício, Michel Temer.