No editorial de hoje, o jornal The New York Times aponta acontecimentos desde que #Michel Temer assumiu a presidência interina, a começar por sua escolha por um primeiro escalão, formado apenas por homens brancos, uma falha em termos de representatividade do povo brasileiro. Dentre esses, 7 estavam envolvidos com escândalos de #Corrupção.

O texto segue mencionando as suspeitas que motivaram o pedido de impeachment da presidente e que não estavam propriamente relacionadas às pedaladas fiscais: dificultar o prosseguimento das investigações e, eventualmente, fazer com que elas parem. 

Apenas duas semanas após o início do governo, o ministro do Planejamento Romero Jucá se viu obrigado a pedir demissão do cargo, devido ao vazamento de gravações de áudio nas quais ele diz a Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que era preciso "estancar essa sangria" - referindo-se à necessidade de se interromper a Operação Lava Jato - e que, para isso, um grande acordo deveria ser feito para tirar Dilma do poder.

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Posteriormente, o então ministro da Transparência, Fabiano Silveira, também pediu demissão em virtude de outro áudio suspeito, envolvendo Machado e Renan Calheiros.

Com os escândalos, Temer se viu obrigado a reafirmar um compromisso com o combate à corrupção e garantir que não haveria interferências no prosseguimento da Operação Lava Jato. O próprio The New York Times questiona essa promessa ao considerar os homens que estão ao redor do presidente.

O jornal segue argumentando que, pela lei brasileira, oficiais do governo, incluindo membros do poder Legislativo, gozam de imunidade sob certas circunstâncias, uma proteção irracional que abre caminho para uma cultura de corrupção e impunidade entre os que ocupam cargos de poder. 

As investigações em torno dos esquemas de corrupção na Petrobras evidenciam não apenas a grande quantidade de dinheiro desviado e pago em propinas, mas também a longevidade desses atos ilegais.

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O juiz federal Sergio Moro chega a considerar a corrupção como sistêmica, chamando a atenção para como esses esquemas prejudicam a confiança da população no cumprimento das leis e da democracia. #Crise-de-governo