Além de lutar para conseguir aliados no Senado para barrar o seu #Impeachment em agosto, Dilma também deve pensar no que fazer para explicar os documentos que Odebrecht entregará ao MPF comprovando sua conduta ilícita ao receber propina durante campanha eleitoral.

A informação da existência dos documentos foi feita pelo próprio Marcelo Odebrecht em delação na semana passada. Ele se comprometeu a entregar documentos e planilhas que informam as datas dos repasses milionários para a campanha política de Dilma, bem como a identificação das contas bancárias no exterior e os nomes dos beneficiários que receberam o dinheiro.

Segundo Marcelo, após a entrega dos documentos a Operação passará a conhecer outros operadores e contas que ainda não faziam parte do processo.

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Sob sigilo, para não prejudicar as investigações, algumas dessas contas no exterior que receberam os repasses já foram apresentadas às autoridades, que trabalham em conjunto com órgãos controladores de outros países para obter todas as informações possíveis sobre os titulares e movimentações das respectivas contas.

Outro delator, Zwi Skornicki, afirmou que pagou R$4,5 milhões à João Santana para que o valor fosse investido na campanha política de Dilma Rousseff.

Segundo uma reportagem exclusiva da revista 'Época', também há dados sobre negociações e contratos da empreiteira que foram financiados pelo banco público BNDES para execução de serviços no exterior e que foram diretamente negociados por Lula.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que é o líder do governo interino de Michel Temer, estuda incluir essa delação contra Dilma no processo de impeachment.

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Se os dados forem revelados ou comprovados antes da votação do impeachment, a presidente afastada sofrerá um baque irreversível e não haverá negociação que mude sua situação de queda na política brasileira. Caso sofra o impeachment, perde sua imunidade e poderá responder à eventuais processos de crime comum.

A revelação de Odebrecht fez com que Lula reaparecesse no cenário político para criticar a oposição, repetir que Dilma é vítima de um golpe imaginário e provocar as pessoas que apoiam o impeachment. Dilma também decidiu participar de eventos contra Temer para poder se defender e repetir o mantra petista do famoso e esquizofrênico "golpe". #Dilma Rousseff #Corrupção