As autoridades da Suíça, através do Ministério Público do país, interligaram uma conta suspeita aos casos de #Corrupção da Petrobras e Odebrecht, relacionando as atividades criminosas com campanhas políticas da América do Sul. Os dados foram solicitados por autoridades do Brasil, e o dinheiro na conta está bloqueado na capital Berna. Procuradores na Suíça não informaram quais partidos políticos estão envolvidos ou ligados a essas campanhas.

Essa informação pode estar relacionada com o lobista Zwi Skornicki, pois investigações apontam um repasse no valor de US$ 4,5 milhões em uma conta na Suíça, cujo dono é o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores, João Santana, que se encontra preso com sua mulher Mônica Moura pela Operação Acarajé, da #Lava Jato. Zwi Skornicki também está preso, desde o dia 23 de fevereiro deste ano e fechou o acordo para fazer delação premiada.

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Ele é apontado, pelas operações Lava Jato, como operador de propina

Skornicki explicou, em delação premiada, que o valor de US$ 4,5 milhões depositados na conta internacional foi usado para a campanha de reeleição da presidente afastada #Dilma Rousseff e foi pedido por João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. O Ministério Público da Suíça falou a respeito de Dilma, dizendo que não há investigações nem processos criminais apontando a presidente nos trâmites. 

A Suíça já cooperou com o Panamá, referente a pagamentos feitos pela Odebrecht, mas o procurador avaliou que o dinheiro, da conta suspeita de João Santana, vinha de fundos de atos criminosos, porém, não há indícios de que foi usado de maneira ilegal, e que qualquer campanha eleitoral irregular deve ser monitorada pelo país submetido, e não pela procuradoria-Geral.

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O Brasil já entrou com um pedido para que a Suíça passasse informações sobre essa conta bloqueada, "esse pedido por assistência mútua está sendo atualmente processado", declarou o Ministério Público, em Berna. 

Em resposta, a defesa de Dilma Rousseff disse que o valor repassado pelo lobista a pedido do tesoureiro do PT, é equívoca, pois o tesoureiro de sua campanha, na época, era o ex-ministro Edinho Silva, o qual era responsável pela arrecadação de fundos para a campanha.