No avião papal, no último domingo (26), o #Papa Francisco, em conversa com jornalistas, comentou sobre a sociedade #LGBT, criticando a Igreja Católica Romana sobre a forma como os homossexuais eram tratados no passado, e acredita que a igreja tem o compromisso de pedir perdão para essas pessoas que são subjugadas pela sociedade.

O Papa foi questionado sobre os dizeres do cardeal alemão, Reinhard Marx, que afirmou que a igreja católica deve pedir perdão sobre a marginalização na qual colocaram os homossexuais. O Papa Francisco disse que, se uma pessoa "tem boa vontade e que busca Deus, quem somos nós para julgá-la?", ele acredita que se a pessoa é cristã, deve pedir desculpas por decisões equivocadas. 

O Papa falou também sobre as mortes na boate em Orlando, Estados Unidos, onde 49 homossexuais foram brutalmente assassinados.

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Ele pareceu triste a respeito do assunto, e avaliou que, pelos ensinamentos que a igreja católica mantém, os homossexuais devem ser respeitados perante a todos e acompanhados pastoralmente. 

Além da sociedade LGBT, o Papa disse que a igreja deve ter mais respeito e pedir desculpas às crianças que são obrigadas a se submeter a um trabalho infantil forçado; às mulheres que são exploradas no trabalho diariamente; a pobreza que ronda tristemente o mundo; e as armas "abençoadas" que só fazem desgraças e tragédias, contaminando o mundo com ódio.

A conversa espontânea aconteceu no avião que levava o Papa de Armênia para a Roma e teve, aproximadamente, uma hora de duração.

Primeiro pronunciamento 

Em outra viagem, quando o Papa saiu do Rio de Janeiro, após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), para voltar a Roma, em 2013, ele chamou a atenção da imprensa mundial ao se pronunciar sobre os homossexuais, pela primeira vez como Pontífice, afirmando que é dever da sociedade integrar essas pessoas de forma respeitosa e sem julgamento, e que esse ato é aprendido durante o processo do catecismo, no qual a igreja católica ensina que não devemos fazer pré-julgamento sobre ninguém.  #Homofobia