Tem sido um mantra a cada discurso e #entrevista do presidente interino da República, #Michel Temer (PMDB). Sempre que tem a oportunidade, o antigo companheiro de chapa de Dilma Rousseff faz questão de garantir a autonomia e a continuidade da Operação #Lava Jato, que investiga o desvio de recursos da Petrobras para partidos políticos.

No entanto, a Lava Jato acabou enfraquecendo o núcleo duro do novo governo. Em conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, o ministro do Planejamento Romero Jucá deu a entender que era preciso estancar as investigações. Dias depois do vazamento do conteúdo, Temer resolveu retirar Jucá, um dos seus principais homens de confiança, da pasta do Planejamento.

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Bruno Lima Rocha, cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM Sul, no Rio Grande do Sul, avalia que é justamente a Lava Jato quem dita o ritmo e as ações do governo de Michel Temer. Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil,

“A Operação Lava Jato tem sua continuidade, mas a indignação midiática é“seletiva” assim como a exposição da Justiça e o uso da manipulação da opinião pública é distinto. O presidente interino e golpista Michel Temer está pisando em ovos e de fato, não tem condições reais de frear a Lava Jato e pode ver seu poder esvair sob seus pés caso perca o pouco comando sobre a estrutura de Estado”, avalia Rocha.

“A base política do presidente interino não é para nada confiável e suponho que nenhum operador tenha informação completa a respeito do conjunto de gravações e depoimentos da Lava Jato.

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Temer vai exigir a renúncia de todos os ministros que apareçam com algum vínculo com estas investigações, mesmo que sejam apenas suspeitas ou situações embaraçosas em termos de opinião publicada. Neste sentido, de certa forma, vai jogar para a torcida sim”, conclui.