Visando ao aumento salarial dos servidores, deputados federais autorizaram, sem alarde, a criação de mais de 14 mil novos cargos federais, proposta contida no projeto de reajuste dos servidores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, tal resolução "passou batida" até mesmo para os deputados na Câmara, fato que revela uma falta de cuidado dos próprios parlamentares no que concerne à leitura dos projetos que votam.

A aprovação segue na contramão da promessa feita por #Michel Temer de cortar 4 mil cargos comissionados até o fim deste ano, medida que teria delegado ao ex-ministro do Planejamento Romero Jucá.

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Além do mais, o impacto nas contas públicas chegará a 58 bilhões de reais até 2019 com o reajuste.

O presidente interino chamou o aumento salarial de "discreto", apesar de reafirmar a necessidade de corte de gastos com frequência. Segundo Temer, "é  um aumento desejado há muito tempo, um aumento discreto, que quase não cobre a inflação. É útil para o o governo e útil para os servidores. Sem dúvida levou em conta o cálculo político e o cálculo econômico. Precisamos de tranquilidade e paz para trabalhar".

Ainda a respeito do impacto nos gastos públicos, o atual ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que não haverá aumento de despesas para o governo: “Acho que é importante deixar claro que este projeto de lei não enseja nenhum aumento de despesa para o governo federal. Nem agora, nem num futuro próximo.

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E, portanto, não há nenhuma incompatibilidade desse projeto com o trabalho que nós temos feito, de controle fiscal”.

Da mesma forma que acontece com o reajuste salarial, o projeto precisará passar pelo Senado e, no caso de sua aprovação, o preenchimento dos cargos será feito com concursos públicos - os quais se encontram suspensos, pelo menos, até o fim deste ano.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi, declarou que o Senado irá revisar a pauta que determina a criação dos cargos e, se não o fizer, caberá ao presidente Michel Temer vetar a proposta. #Câmara dos Deputados #Crise-de-governo