Já está preso o ex-ministro Paulo Bernardo, que atuou nos governos de Lula e Dilma Rousseff. A prisão foi realizada logo no início desta quinta-feira (23), durante uma operação da Polícia Federal em conjunto com a operação Lava Jato. Paulo Bernardo foi detido ainda em Brasília, quando a PF chegou ao apartamento de sua mulher, Gleisi Hoffmann, que é senadora pelo #PT.

O casal também possui uma casa em Curitiba, onde a polícia já está fazendo buscas para encontrar possíveis provas. O petista ficará na sede da Polícia Federal, em São Paulo, de forma provisória, até que fique definido para onde ele será encaminhado de forma definitiva.

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A operação não para por aí e a Polícia Federal já tem outro alvo que, inclusive, é amigo pessoal de #Dilma Rousseff. O ex-ministro Carlos Gabas também está sendo investigado e pode ser preso a qualquer momento.

Chefiada pela Delecor - Delegacia de Repressão a #Corrupção e Crimes Financeiros - esta operação foi batizada de "Custo Brasil" e tem como principal alvo um grupo de pessoas que vinha montando um esquema, através do qual era feito o pagamento de propinas referentes a contratos por serviços de informática prestados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O MPOG foi comandado, durante um período, por Paulo Bernardo e teria sido nesta ocasião que as propinas foram repassadas, sendo que o valor aproximado dos subornos pode chegar a R$ 100 milhões.

Mais de 10 mandados de prisão preventiva serão cumpridos, além de outros 40 mandados de busca e apreensão.

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A Polícia Federal terá muito trabalho nesta quinta-feira, porque ainda tem 14 mandados de condução coercitiva para serem realizados em diversos estados, sendo que todos eles foram expedidos atendendo a uma solicitação a própria PF.

As penas podem variar de 2 a 12 anos de prisão, já que os investigados  responderão por crimes de corrupção ativa, tráfico de influência, além de lavagem de dinheiro, entre outras acusações.

A sede nacional do PT em São Paulo também é alvo de buscas pela Polícia Federal.