Uma boa notícia para #Dilma Rousseff. Perícia realizada pelo Senado Federal, atendendo a um pedido da Comissão de Impeachment, comunicou nesta segunda que não foram encontradas quaisquer tipos de ações da presidente da República afastada nas chamadas "pedaladas ficais", mesmo descartando haver controvérsias sobre o fato de ela ter liberado créditos bancários suplementares sem o aval do Congresso.

Pela manhã, três técnicos do Senado entregaram um documento à comissão onde dizia que três dos quatro créditos liberados eram "incompatíveis" com as metas fiscais estabelecidas no ano passado. Um desses seria referente ao atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Banco do Brasil para o Tesouro Nacional, visando o Plano Safra.

Publicidade
Publicidade

No entanto, de acordo com o laudo apresentado, não existe identificação sobre a participação de Dilma nesse episódio.

"Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativas ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou indiretamente para que ocorressem atrasos nos pagamentos", diz parte do relatório apresentado pela Perícia.

Conforme o documento de 223 páginas, os três decretos apontam mudanças totalmente incompatíveis na programação orçamentária, gerando a obtenção da meta de resultado vigente à época da edição.

Ainda hoje, a Comissão de #Impeachment ouvirá mais três testemunhas de defesa de Dilma Rousseff, entre elas o ex-ministro Patrus Ananais (PT-MG). A partir de terça, todas as partes terão três dias para solicitar maiores esclarecimentos por parte dos peritos, cuja junta deverá ser ouvida no próximo dia 5 de julho.

Publicidade

Segundo o cronograma, o plenário do Senado Federal fará no dia 9 de agosto, a votação da "pronúncia" (parecer prévio) da comissão sobre as acusações contra a petista. Se houver aprovação, que ocorrerá a partir de maioria absoluta, a acusação terá dois dias para apresentar o chamado libélulo acusatório e, em seguida, mais 48 horas para os argumentos da defesa de Dilma. O julgamento final acontecerá dez dias depois dessa etapa.

O depoimento de Dilma Rousseff, que se encontra em Porto Alegre, está previsto para 10 de julho. O advogado da presidente afastada, José Eduardo Cardozo, no entanto, disse que, como o comparecimento da antiga governante não é obrigatório, ainda há um estudo de qual será a estratégia adotada. #Governo