As recentes descobertas da força-tarefa da Polícia Federal, através da Operação Custo Brasil, que pôde ter acesso às informações extremamente importantes sobre desvios milionários no Ministério do Planejamento, acarretando a prisão do ex-ministro dos governos de Lula e Dilma, Paulo Bernardo, contribuíram de forma substancial no aprofundamento das investigações. 

Na última quinta-feira (23), um novo esquema criminoso de desvio de verbas públicas foi apresentado para todo o País pelos investigadores da Polícia Federal. Trata-se de fraudes em operações relativas a empréstimos consignados. Geralmente, são realizados em decorrência da situação financeira crítica de pessoas, sendo principalmente, aposentados, pensionistas e funcionários públicos federais, que necessitavam de recursos financeiros para arcar com suas dívidas.

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A Polícia Federal descobriu que cerca de grande porcentagem desses empréstimos, na ordem de 70%, eram desviados para membros da quadrilha chefiada por Paulo Bernardo.

Parcerias comerciais milionárias

Os desdobramentos das investigações indicaram que um novo personagem petista se envolveu nos recentes escândalos de #Corrupção. Trata-se de Leonardo Attuch. Os investigadores verificaram que ele se utilizou de parcerias milionárias de ordem comercial com os governos do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e posteriormente, da presidente afastada, #Dilma Rousseff. Attuch é blogueiro e considerado "porta-voz da quadrilha", de acordo com os investigadores. Ele usa o blog Brasil 247, movido a verba pública, com o intuito de difamar adversários do PT, além da publicação de textos que contenham conteúdo patrocinado por contratantes, estando alguns até mesmo, presos e condenados.

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Os desdobramentos das investigações permitiram que os procuradores apurassem que em 2015, Leonardo Attuch recebia dinheiro de envolvidos nos escândalos de corrupção da Petrobras e que um deles tivesse confessado o repasse de R$ 120 mil ao blogueiro. Por esta razão, a prisão dele chegou a ser solicitada, porém naquela época, o juiz federal Sérgio Moro preferiu prudentemente que as investigações se aprofundassem em relação ao caso, antes que fosse deferida a prisão do "suposto jornalista". O blogueiro se defendeu afirmando que aquele montante de dinheiro era fruto de seu trabalho, através de um pagamento relativo à produção de "conteúdo jornalístico". Entretanto, na semana passada, Attuch foi levado para depoimento pelos agentes federais da Operação Custo Brasil, para que fossem dadas todas as explicações necessárias, já que a PF descobriu que aquele pagamento havia sido efetuado por ordem do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, como propina proveniente de recursos financeiros roubados de aposentados e funcionários públicos altamente endividados.