Uma pesquisa realizada pela campanha "Vote #LGBT" durante a Parada Gay de São Paulo revelou a visão que a população de gays, lésbicas, bissexuais e travestis tem sobre os políticos brasileiros e a forma como lidam com as demandas dessa comunidade. Este público, que representa cerca de 10% da população (nas estimativas mais conservadoras), pode fazer a diferença e eleger ou provocar a derrota dos candidatos ao executivo ou ao legislativo. A pesquisa foi realizada com a colaboração de pesquisadores da USP, Universidade Federal de São Paulo e Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). Foram entrevistadas mais de 700 pessoas. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos.

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A apuração revelou que a grande maioria dos manifestantes está insatisfeita com a atual situação política do país, especialmente com o que acontece no Palácio do Planalto. Para 85,9% dos participantes, o país deveria convocar novas eleições para a presidência ou recolocar #Dilma Rousseff no cargo de chefe da nação. Apenas 7% responderam que #Michel Temer deve continuar como presidente. Outra informação interessante é sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff. 29% dos entrevistados participaram de alguma manifestação contra o impeachment. Outros 19,3% participaram de manifestações a favor do afastamento da presidente.

A pesquisa revela também que os homossexuais paulistas têm uma forte ligação com o Partido dos Trabalhadores. Nas eleições de 2012, 60% dos entrevistados votaram em Fernando Haddad, que venceu o pleito.

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Apenas 11,6% votaram em José Serra, do PSDB. O candidato do PRB, partido ligado à Igreja Universal, Celso Russomano, teve ainda menos votos: 5%. Vale lembrar que Russomano é o atual líder nas pesquisas para a eleição à prefeitura de São Paulo. 

Apesar da rejeição a Temer e aos partidos considerados de direita, isto não significa que os homossexuais paulistanos estejam satisfeitos com o PT. 47,5% dos entrevistados se disseram totalmente insatisfeitos com a forma como Dilma lida com as questões LGBT. Apenas 6,9% dizem estar totalmente satisfeitos. Por outro lado, cerca de 71% dos participantes acreditam que Michel Temer promoverá algum tipo de retrocesso em seus direitos.