Em entrevistas recentes, a presidente afastada #Dilma Rousseff sinalizou que, reassumindo o governo, recorrerá à população e convocará um plebiscito que legitime a chamada de novas eleições ainda em 2016. 

A manifestação de Dilma acerca da convocação de um referendo se dá a partir de indicativos de um possível pacto no Senado para se reverter o #Impeachment e criar condições para a recomposição da normalidade democrática no Brasil.

Acompanhando as reações dos internautas nas redes sociais observa-se que já se desenham duas correntes de posições distintas em torno do plebiscito: uma que defende que, reassumindo a presidência do país, Dilma Rousseff deve concluir seu mandato, ainda que reconheçam que são mínimas as condições de governabilidade.

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Para estes, a conclusão do mandato "é uma questão de honra, afinal foram mais de 54 milhões de votos nas urnas". Acreditam que, Dilma reempossada, voltaria fortalecida com o apoio popular. Desse modo, teria condições de conduzir a #Reforma política e concluiria seu mandato defendendo o programa que a reelegeu em 2014.

Mas há, também, outra corrente que considera que a convocação do plebiscito, além de "uma forma democrática de encurtar a crise política que atravessa o país", seria, também, "uma demonstração de humildade e de compromisso de Dilma para com o Brasil". A maioria dos que defendem o referendo acreditam que, tanto ela, quanto o atual Congresso, não têm mais legitimidade para governar.

No plebiscito sinalizado por Dilma, o povo decidiria se quer novas eleições apenas para presidente da República ou eleições gerais para presidente da República, Senado e Câmara dos Deputados.

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A depender dos deputados e senadores, é presumível que a antecipação das eleições esteja fora de cogitação. Os congressistas dificilmente abrirão mão de seus cargos, pois boa parte deles é investigada na Operação Lava Jato e o cumprimento de seus mandatos lhes garante o chamado foro privilegiado.

As recentes entrevistas de Dilma geraram protestos dos internautas nas redes sociais e já sinalizam como um termômetro dos debates a cerca do referendo - que tendem a se acirrar, caso a presidente reassuma o posto.

Para os que apostam no seu retorno, a defesa do plebiscito é apontada como uma saída para o atoleiro em que se encontra o país: “Não tem outro jeito; melhor mesmo é chamar os universitários - o povo - para opinar em definitivo”;  "Ou ela convoca o plebiscito ou continuaremos patinando numa lama que ora endurece, ora amolece, mas sempre nos mantém em atoleiro”.

É aguardar pra ver.