De acordo com reportagem divulgada pelo Jornal O Globo e confirmado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, um grande desvio de verbas do governo federal, cerca de R$ 85 milhões, foi constatado na infraestrutura das obras do Complexo Deodoro, que será utilizado por atletas nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

O desvio milionário teria sido feito por meio de falsificação de documentos e da contratação de empresas “laranjas”, contratadas apenas para simular transporte de resíduos de materiais gerados na construção da obra.

As empresas contratadas para tocar as obras do Complexo Deodoro são as empreiteiras OAS e Queiroz Galvão, que também são alvos de investigação da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de #Corrupção da Petrobras.

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Operação Bota Fora foi designada para investigar irregularidades

Uma operação especial elaborada pela #Polícia Federal e o Ministério Público Federal foi desencadeada na última terça-feira (07), para investigar o desvio milionário de verbas na construção do Complexo Olímpico.

O nome da operação foi batizada de Operação Bota Fora, que também contará com o apoio do MTFC (Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle) antiga CGU (Controladoria-Geral da União).

Em março, a 3ª Vara Criminal do Rio, já havia verificado fortes indícios de falsificação de documentos públicos e simulação de despesa de transporte. Na ocasião, a PF bloqueou o pagamento que seria feito pela Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 128,5 milhões, que seriam pagos as empreiteiras Queiroz Galvão e OAS.

O principal motivo para o bloqueio do pagamento foi a discrepância verificada entre a quantidade de terra que seria transportada e a distância que seria percorrido pelos caminhões, que levariam o entulho gerado pelas obras.

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As distâncias descritas eram menores que as distâncias descritas no contrato que teriam sido estipulados pelos administradores das obras.

Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão

Por esses motivos, na terça-feira (08), foram expedidos e cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos na cidade do Rio de Janeiro e na cidade de Duque de Caxias, onde fica localizada a sede administrativa do Consórcio Complexo Deodoro e também na sede de outras empresas e residências suspeitas de integrar o esquema de desvios de verbas.

  #Rio2016