A Polícia Federal decretou a prisão, nesta terça-feira (8), de um de seus agentes mais famosos: Newton Ishii. Ele poderia até passar desapercebido, caso não ficasse tão famoso pelo fato de aparecer constantemente escoltando os envolvidos na Lava Jato, fato pelo qual virou um verdadeiro símbolo de toda a Operação.

O recolhimento do 'japonês da Federal' foi pedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após remeter o processo de volta para Foz do Iguaçu, cidade onde Ishii morava. Em 2003, ele foi acusado de 'facilitar'  a entrada de mercadorias contrabandeadas, que vinham do Paraguai. Ele já esteve preso em outra ocasião pela prática do mesmo #Crime.

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A remessa foi feita após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela execução de penas que estejam em trânsito de julgamento após segunda instância. O pedido de prisão foi através de mandado emitido pela Vara de Execuções Penais, em Foz do Iguaçu, da Justiça Federal.

O agente tomou conhecimento do pedido no mesmo dia e se entregou na Superintendência da Polícia Federal do Paraná pouco tempo depois da hora do almoço. Ele estava lotado nesta mesma unidade desde 2014. Newton Ishii deverá cumprir pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto. Para tal, ele deverá ser recolhido à noite ou então fazer uso de tornozeleira eletrônica. Pelo fato de ser réu primário, ele poderá ter a condenação reduzida em um sexto, ou seja, oito meses. Como já cumpriu quatro meses de prisão, deverá portanto ficar preso somente por igual período.

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O 'japonês da federal', como ficou conhecido, ocupa a chefia do departamento da Superintendência da Polícia Federal no estado do Paraná, e é o responsável pela coordenação do setor de logística, o qual efetua o transporte de presos a locais para audiências na Justiça, IML ou para penitenciárias. Ele ficou famoso ao participar de tais operações, nas quais escoltou vários presos da Lava Jato.

Além de Ishii, outros dois agentes também foram detidos, entretanto, os respectivos nomes estão sendo mantidos em segredo de Justiça. Ele também é acusado de fornecer informações sobre a operação deflagrada pela PF sob a coordenação do juiz Sérgio Moro. Estes dados teriam sido 'vendidos' à imprensa com a participação do advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, conforme gravações feitas pelo filho do ex-diretor da Petrobras.. #Governo #Corrupção