'Somos todos ouvidos'. Deve ser dessa forma que a equipe da #Lava Jato aguarda ansiosamente o depoimento mais esperado de toda a trajetória da Operação. Tudo indica que o tesoureiro João Vaccari Neto não aguenta mais ficar atrás das grades. A suspeita surgiu após os advogados especialistas em acordos de delações premiadas serem sondados por pessoas próximas ao petista.

O tesoureiro é suspeito de arrecadar e distribuir aproximadamente 1 bilhão de reais em propinas para os integrantes da alta cúpula petista. Vaccari é um homem influente, e, como muitos dizem, 'sabe muito'. A maior prova se deu pela sua revelação, segundo a reportagem da revista "Veja", que argumentou com um colega de cela na cadeia: “Se eu falar, entrego a alma do #PT.

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E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua.”, declarou o petista.

A possível decisão de colaborar com a Justiça talvez tenha ocorrido logo após esse diálogo na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ainda segundo o seu companheiro, Vaccari não aceita o fato de ser abandonado pelo alto escalão petista, os quais ele sempre foi fiel. Além disso, não suporta lembrar que a sua condenação já computa 24 anos, podendo avançar ainda mais, pois consta ainda pelo menos quatro processos em trâmite, o qual elegem o nome do petista nas investigações da Lava Jato.

Por ser uma pessoa fechada, introvertida e sem muitos amigos, ganhou o apelido de "Padre" desde a época que iniciaram os movimentos sindicais do PT. No tempo que está preso, Vaccari já manifestou preocupação. É o que garante o seu colega de cela.

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É de se esperar que o tesoureiro vá fazer um acorde de delação. O tesoureiro, nunca se imaginou em tal situação, pois sempre teve tudo que precisava, e no momento oportuno, agia nos bastidores.

Vaccari encontra-se na prisão desde o mês de abril do ano passado. Ele foi detido para investigações ainda na 12ª fase da Operação Lava Jato, mas foi preso naquele mesmo dia pelas comprovações de seu envolvimento com #Corrupção.

Hoje, o tesoureiro está com 57 anos, encarcerado no Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná. Ainda segundo a revista, as pessoas mais ligadas ao petista informaram que a sua saúde está debilitada e abalada.

Realmente, a situação de Vaccari não vai ser fácil, e uma alternativa para amenizar sua pena é colaborar com a Justiça, conforme outros delatores já fizeram. Portanto, aqueles que têm algo a esconder, preparem-se, pois o tesoureiro deve comprometer muitos.