Nesta quarta-feira, dia 22, o procurador da República Deltan Dallagnol e também coordenador da força-tarefa da operação #Lava Jato, pronunciou-se em um debate na Câmara dos Deputados para relatar propostas do Ministério Público para o combate da #Corrupção no Brasil. Para o procurador, a maneira como o Brasil pune os acusados de crimes de corrupção é uma "piada", e que deveriam haver maneiras mais rígidas para melhorar o país. Em suas palavras, Dallagnol disse que a corrupção é como um "serial killer que se disfarça de buraco de estradas, de falta de medicamentos, de crimes de rua e de pobreza". Ele citou uma fraude na licitação de medicamento no estado da Bahia, que custou dez vezes a mais o preço de uma farmácia. 

O pronunciamento do coordenador da força-tarefa foi feito perante um número reduzido de parlamentares, que são alvos de investigações envolvendo a Petrobras.

Publicidade
Publicidade

Os representantes da Casa Civil é que ocuparam em maioria o plenário. 

Corrupção

Dalton Dallagnol apresentou dados estimando o valor do desvio dos cofres públicos, que podem chegar até R$ 200 milhões. O procurador analisa que o valor desviado poderia triplicar o que está sendo investido em saúde e educação para a população e quintuplicar investimentos na segurança pública.

Ele avaliou que a forma como as leis são exercidas em casos de corrupção é falho, e classificou como uma "piada de mau gosto", pois a punição se revela em serviços às comunidades e a doações de cestas básicas, além de que a pena só começa a ser praticada depois de dois anos. Dellagnol enfatiza que o Brasil está exposto aos inimigos, e que não temos "muros contra corrupção".

O procurador acredita que a construção de uma nova legislação é o que poderia mudar a cultura na qual a corrupção vem sendo exercida.

Publicidade

No final de seu pronunciamento, ele enfatizou que acredita em uma reaproximação da sociedade com o Congresso Nacional, pois a imagem atual é de que todo político é corrupto, o que os condena e generaliza, afastando as pessoas da política. #Polícia Federal