Nestor Cerveró, ex-diretor da empresa #Petrobras, em depoimento gravado e obtido pelo jornal "Folha de S.Paulo", explica sua mágoa pela presidente afastada Dilma Rousseff e faz diversas declarações. Diz que se sente "sacaneado" pela petista e a considera "maluca".

Cerveró avalia que Dilma sabia de tudo a respeito da Petrobras e que tentou escapar da responsabilidade sobre o caso da compra da refinaria em Pasadena, Estados Unidos, a qual trouxe prejuízos graves para a empresa. Em seu depoimento também falou sobre o ex-senador petista Delcídio Amaral, afirmando que nunca confiou no político e que conhece a intimidade entre ele e Dilma.

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Nestor alegou que Dilma não poderia tê-lo "sacaneado" e que o "jogou no fogo", deixando para trás 15 anos de trabalho juntos. Em sua defesa, a presidente afastada declarou que não sabia de todas as informações e que confiou nos relatórios apresentados por Cerveró sobre a refinaria de Pasadena.

'Quebrou o galho' do PT

Na gravação na qual dava explicações sobre a BR Distribuidora, Cerveró declara que "a maluca da Dilma foi dizer que não sabia, que não estava informada", afirmando ser impossível a presidente afastada não ter conhecimento das propinas que políticos do Partido dos Trabalhadores cobravam de executivos da Petrobras.

O ex-diretor da estatal também afirmou que, devido a um empréstimo que ele concedeu ao PT no valor de R$ 12 milhões, em seu conceito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderia tê-lo deixado de lado, justamente por ter "quebrado o galho", ajudando a quitar a dívida do partido.

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Outro caso explicado pelo ex-diretor da Petrobras foi sobre o empréstimo concedido pelo Banco "Schahin" a José Carlos Bumlai, do qual uma parte do valor foi repassada para o empresário Ronan Maria Pinto, da cidade de Santo André, na Grande São Paulo. Segundo as investigação da operação Lava-Jato, Ronan sabia de informações que comprometeriam o PT na região do ABC Paulista.

Sob o comando de Cerveró, a Petrobras contratou a empresa "Schahin Engenharia" para a operação do "Vitoria 10.000", um navio sonda cuja contratação ficou no valor de R$ 1,6 bilhão. Segundo Nestor, essa foi a forma que o PT encontrou de retribuir o grupo "Schahin" pelo empréstimo concedido em 2004. #Lava Jato #Corrupção