A crise política que desnorteia o país, alcança novo patamar. Dessa vez, trata-se da colaboração premiada do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. O delator firmou um acordo de delação juntamente à força-tarefa da Operação #Lava Jato, da Polícia Federal, sob gerência do juiz paranaense Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal com sede em Curitiba. Cerveró encontra-se ainda preso nas dependências da Justiça Federal do Paraná.

Cerveró complica Dilma na Lava Jato

O teor das revelações, a partir da divulgação da delação premiada de Nestor Cerveró, pode complicar a defesa da presidente afastada #Dilma Rousseff, em relação ao seu processo de impeachment que segue sendo analisado e julgado pela Comissão Especial do Impeachment, no Senado Federal.

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De acordo com as afirmações gravadas em seu depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público, o delator afirma, de modo contundente, que Dilma sabia de tudo sobre a compra da refinaria de Pasadena, no estado do Texas, nos Estados Unidos. O negócio envolvendo a compra da refinaria se tornou um verdadeiro fiasco, já que ocasionou prejuízos bilionários à Petrobras. Ao implicar a presidente afastada no centro dos escândalos de #Corrupção da estatal brasileira, Cerveró reforça a tese do impeachment.

Estreita relação de amizade

O ex-diretor da área internacional de negócios da Petrobras, Nestor Cerveró, afirma, em sua delação, que conhecia a presidente Dilma há mais de 15 anos, em Porto Alegre. Ambos frequentavam a residência um do outro e, além de tudo, ele foi um dos poucos convidados ao casamento da filha de Dilma, Paula Rousseff.

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Apenas pessoas de grande intimidade foram convidados, como exemplo, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Nestor Cerveró conta com incrível riqueza de detalhes sobre seu relacionamento com Dilma: "eu viajei com ela. Eu a chamava de Dilma, antes de que ela se tornasse presidente e ela me chamava de Cerveró", revela o delator. Ainda, segundo ele, ambos se encontraram em viagens oficiais e o vínculo se tornou ainda mais forte, assim que ela foi empossada como ministra de Minas e Energia do governo Lula. A presidente afastada, Dilma Rousseff, ao tomar conhecimento do teor das revelações no processo de delação premiada de Cerveró, ao ser retirado o sigilo das investigações pelo ministro do STF, Teori Zavascki, nega que conheça o ex-diretor há mais de 15 anos e também afirma que não influenciou a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.