Nessa quarta-feira, 29, o presidente do #Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), concedeu uma entrevista para diversos meios de comunicação, onde falou da conversa que teve com a presidente afastada #Dilma Rousseff

Renan ficou reunido com Dilma por quase duas horas e levou à imprensa a situação de Dilma em relação ao #Impeachment. O senador afirmou que a presidente afastada está triste com a atual situação, mas continua aguerrida para lutar contra o impeachment. Também disse que a ideia defendida pela presidente afastada, de adiantar novas eleições gerais, não deve ser levada adiante. Segundo o senador, o encontro entre ele e a amiga petista foi a convite dela.

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Andamento do impeachment

A Comissão Especial do Impeachment deve ouvir a presidente afastada em uma oitiva no dia 8 de julho. Entretanto Dilma Rousseff não é obrigada a comparecer na sessão, podendo ser representada por seu advogado, Eduardo Cardozo. Em uma entrevista concedida à Agência Pública, Dilma informou que ainda estava analisando se iria se defender na CEI ou não.

Proposta de novas eleições

Dilma chegou a defender em entrevistas a realização de um plebiscito para saber se a população deseja que sejam feitas novas eleições gerais. Renan adiantou que ela não falou sobre o assunto com ele, mas que ele, particularmente, não acredita no sucesso dessa ideia, pois é improvável que a maioria da Câmara e do Senado aprove a criação da emenda constitucional.

Se, hipoteticamente, a proposta fosse aprovada, haveria novas eleições para todos os cargos, logo, muitos dos deputados e governadores que foram eleitos nas últimas eleições não teriam a mesma sorte em um novo pleito.

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Dilma continua lutando contra o impeachment

Em entrevista, Dilma anunciou que começaria uma 'vaquinha virtual' para arrecadar dinheiro para viajar pelo Brasil na tentativa de conter o impeachment. O financiamento coletivo começou nessa quarta-feira e já atingiu mais de R$ 100 mil.

Além disso, a presidente afastada tem dado entrevistas, sobretudo para meios de comunicação internacionais, a fim de se defender das acusações documentadas nos autos do processo do impeachment. Ainda não há uma data definida para a votação final do processo contra Dilma.