Na noite da última sexta, 17, o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, denunciou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (#PMDB-RN) por crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em razão de ter aberto uma conta na Suíça.

Esta é a segunda vez em poucos dias que Alves é personagem de favorecimento em um esquema de #Corrupção. Na quinta passada, ele pediu demissão do Ministério do Turismo do governo do presidente em exercício Michel Temer, após ter sido citado na delação de Sérgio Machado, ex-gestor da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobras), por recebimento de propina. 

Segundo reportagem do jornal "Estado de São Paulo" deste sábado, o governo da Suíça localizou a existência de contas de Henrique Alves nos bancos daquele país, mas que elas já estariam bloqueadas. Os depósitos acumulam 800 mil francos suíços, aproximadamente R$ 3 milhões.

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A transferência da investigação aconteceu em moldes semelhantes ao ocorrido com o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, também por parte da Suíça, teve transações identificadas em seu nome, de sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e uma de suas filhas.

Como é brasileiro nato, o ex-ministro não pode ser extraditado para responder o processo na Europa, mas, ao ser transferido para o Brasil, possibilitará a continuidade das investigações.

Esse é o terceiro pedido de abertura de inquérito contra Henrique Alves. O primeiro pede a sua inclusão no processo da Lava Jato que apura se existe uma organização criminosa com o intuito de fraudar a Petrobras. O outro, baseado em mensagens apreendidas no celular de José Aldemário Pinheiro (Léo Pinheiro), ex-presidente da OAS, apura a possibilidade do peemedebista ter recebido dinheiro oriundo de verba da estatal com o intuito de colaborar na sua campanha para deputado federal.

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Em nota oficial, o ex-ministro negou ligação com recursos ilícitos e colocou-se à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Como perdeu o foro privilegiado, será analisado se o caso continuará no Supremo ou deverá ser enviado à primeira instância.  #Lava Jato