De acordo com as informações de "O Globo", Rodrigo Janot enviou para o ministro Teori Zavascki, do STF, há alguns dias, os pedidos de prisão para os senadores Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros, todos do PMDB. Tal pedido baseia-se na acusação de que os três peemedebistas estariam tentando obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Janot pede também que Renan Calheiros seja afastado do cargo de presidente do Senado, assim como foi feito com Eduardo Cunha, afastado da presidência da Câmara dos Deputados.

Para ter seu pedido atendido, Janot incluiu nele a delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, além das gravações, mostrando que esses políticos realmente tramaram contra a Lava Jato.

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Machado já se comprometeu a devolver cerca de R$ 100 milhões.

Renan Calheiros, presidente do Senado, vem sendo investigado em outros 11 inquéritos, só que em nenhuma dessas investigações ele chegou a ter um pedido de prisão. Mas os três outros políticos que aparecem no pedido de prisão do procurador geral da república, também estão sendo investigados na Operação Lava Jato.

De acordo com o áudio apresentado pelo ex-presidente da Transpetro, Renan, Sarney e Jucá estariam estudando uma forma de atrapalhar o prosseguimento das investigações sobre o esquema de #Corrupção que se instalou na Petrobras. Quando esse áudio foi divulgado, Jucá foi exonerado do cargo que ocupava como Ministro do Planejamento no atual governo de Michel Temer. No áudio, Jucá diz que o impeachment da presidente Dilma seria a única maneira de impedir as investigações.

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Também nessas gravações, o presidente do Senado, Renan Calheiros, diz que Janot é um mau caráter e que trabalhou para impedir que o procurador geral fosse reconduzido ao Ministério Público Federal.

Agora cabe a Zavascki recusar ou aceitar o pedido, caso aceite, ele é submetido ao plenário. Só que essa decisão não tem um prazo determinado para acontecer. É grande a expectativa em relação à resposta do Supremo Tribunal Federal ao pedido de Janot. #Investigação Criminal #Crise-de-governo