O pedido feito pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, solicitando que as investigações relacionadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-senador Delcídio do Amaral, fiquem a cargo do juiz federal Sérgio Moro, foi encaminhado  ao Supremo Tribunal Federal (STF). Delcídio apontou Lula na delação premiada, dizendo que o ex-presidente tentou interferir nas investigações das operações #Lava Jato, fazendo com que Nestor Cerveró, ex-diretor da #Petrobras, não cooperasse com as investigações. Segundo o delator, Cerveró teria recebido um pagamento de R$ 250 mil para não se pronunciar a respeito dos esquemas de #Corrupção na Petrobras.

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Além dos já citados, esse fato também envolveu Diogo Ferreira, amigo de Delcídio, o pecuarista José Carlos Bumlai, que é amigo de Lula, e Maurício Bumlai.

Para o juiz Sérgio Moro dar andamento às investigações contra Lula, será preciso uma aprovação do ministro Teori Zavascki, já que esse é o primeiro pedido da procuradoria-Geral da República para que Moro assuma as investigações contra o ex-presidente. Lula é apontado em investigações da Lava Jato que envolvem um triplex no Guarujá e um sítio em Atibaia. 

Assessoria de Lula

A assessoria do Instituto Lula informou que o ex-presidente já se manifestou no Ministério Público Federal a respeito dessas acusações e que ele já se posicionou, no dia 27 de maio, junto ao Supremo, sobre essa "falsa denúncia", afirmando que  “são falsas as afirmações do réu confesso Delcídio Amaral”. 

O Jornal Nacional mostrou as denúncias envolvendo o ex-presidente Lula e os nomes citados, apresentando documentos, passagens aéreas, extratos bancários e telefônicos, além de diárias em hotéis, o que, para o Ministério Público, comprova que Lula está no centro dos esquemas de corrupção.

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O Instituto Lula foi o local escolhido para um encontro com Delcídio, e o Ministério Público apurou que reuniões foram marcadas entre Lula e o ex-senador, para acordos e pagamentos, também foram apresentados telefonemas entre Lula e o pecuarista Bumlai.