Quase um mês se passou desde o afastamento da presidente #Dilma Rousseff devido os 55 votos a favor do #Impeachment e 22 votos contra, e alguns políticos já estão tentados a mudarem o voto na próxima votação que decidirá o destino de Dilma.

Após vazarem alguns áudios de Sérgio Machado, o ex-jogador de futebol Romário mostrou-se indeciso em manter-se favorável a saída de Dilma Rousseff

Romário não disse que votará contra o impeachment, mas admitiu que pode mudar seu voto até a votação de mérito devido a atual crise política que abrange o governo Temer. Além de Romário, do PSB-RJ, o senador Acir Gurgacz, do PDT-RO, que também votou pelo afastamento de Dilma, encontra-se indeciso quanto a possibilidade de manter o voto na próxima votação.

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Os dois senadores têm pelo menos dois meses pela frente para se decidirem.

Ao Globo, Romário disse que votou a favor do impeachment para que fosse investigado se Dilma cometeu crimes, mas que seu futuro voto será decidido através daquilo que achar melhor para o país. Disse ainda que da mesma forma que acontecimentos políticos influenciaram a votação anterior, os últimos movimentos do governo também podem influenciar na próxima votação.

Para que Dilma sofra o impeachment são necessários 54 votos. Na semana passada foi amplamente noticiado que a presidente afastada estava se reunindo com senadores para reverter o impeachment.

Caso Romário e Acir mudem os votos e todos os que votaram contra mantenham seus votos, Dilma, por enquanto, conseguirá se livrar do impeachment, entretanto, há vários outros pedidos de impeachment protocolados contra a mesma, que ainda não foram analisados por conta de já existir um processo em andamento.

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A presidente permanece afastada até que uma decisão definitiva seja emitida, o que deve ocorrer entre agosto e setembro. Até lá, Michel Temer é o presidente interino do Brasil. Caso Dilma sofra o impeachment, Michel assume a cadeira de presidente definitivamente até 2018 e se ele não puder, por qualquer motivo, continuar à frente da presidência, segue-se a linha sucessória estipulada constitucionalmente.

Pela internet, algumas pessoas começaram a se mobilizar com essa informação, planejando novos protestos nas ruas para pressionar os senadores. Não haviam eventos agendados até o fechamento dessa matéria. #Congresso Nacional