A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) é conhecida como uma das principais militantes na causa dos deficientes dentro da Câmara dos Deputados, e não ficou nenhum pouco satisfeita com a nomeação da ex-deputada Rosinha de Adefal para a Secretaria da Pessoa com Deficiência. A nomeação feita pelo presidente interino, #Michel Temer, foi oficializada na última segunda-feira (20) no Diário Oficial da União. E, para a parlamentar tucana, um nome foi decisivo nessa escolha: o senador Romário (PSB-RJ).

Mara Gabrilli apontou a "venda" do voto de Romário na votação do impeachment no Senado Federal contra a presidente #Dilma Rousseff como um acordo com Michel Temer para que Adefal ficasse com a vaga.

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A tucana falou com todas as palavras: "Romário trocou o voto do impeachment por este cargo", segundo o colunista do O Globo, Lauro Jardim. 

A deputada ainda completou dizendo que o que Romário fez é o "jogo mais podre da política", e criticou o Baixinho por se fazer de honesto, mas, por debaixo dos panos, ter ido ao Planalto negociar seu voto em favor de um cargo. A tucana afirma que o senador carioca foi ao Palácio do Planalto e pediu o cargo, em troca, prometeu que daria seu voto a favor de Temer quando chegasse a hora no Senado. Segundo ela, a indicação de Rosinha Adegal seria uma "recompensa".

As críticas de Gabrilli não ficaram apenas no senador. A tucana também atacou o presidente interino, dizendo que, se Michel Temer tem essa prática, ele mostra "pouca sensibilidade" com a causa de pessoas com deficiência. 

Senadores em dúvida

Apesar dessa acusação de "venda" de voto, outros senadores ainda não decidiram como irão votar quando chegar em plenário o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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Para convencer esses indecisos, Dilma e Temer prepararam ofensivas com parlamentares e promessas para angariar votos ao seu lado.

Temer tem a caneta, e, assim como fez com Romário, oferece cargos aos aliados, como já havia feito na Câmara dos Deputados, principalmente com o Centrão. Por outro lado, a presidente Dilma promete realizar um plebiscito para a população decidir se teremos novas eleições presidenciais, ou se ela continuará no cargo até o fim do mandato em 2018. #Dentro da política