Tudo indica que o senador Romário vai mudar seu voto sobre o #Impeachment de Dilma Rousseff. Apesar de ter votado "sim" no dia 12 de maio, para aprovar a abertura de processo contra a presidenta, agora Romário diz que pode mudar seu voto, a depender de novas informações que forem surgindo. Em carta aberta publicada no seu perfil do Facebook, Romário disse que votou a favor do impeachment para remediar a situação crítica em que o país se encontrava. De acordo com ele, o país passava por uma crise de governabilidade, uma epidemia de corrupção, e havia ainda a suspeita de que a presidenta Dilma tivesse cometido crimes de responsabilidade. Seu objetivo naquele momento, diz o ex-jogador de futebol, era o de permitir que uma investigação fosse aberta para analisar os atos cometidos por Dilma na presidência.

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Decepção

Mas parece que menos de um mês depois de ter dado seu voto, as coisas não aconteceram como ele queria. Romário revela várias decepções com o governo interino de #Michel Temer. De acordo com ele, ao invés de nomear ministros "notáveis", conforme havia sido prometido, Temer optou por nomear ministros investigados pela justiça e Polícia Federal. Além disso, continua Romário, Michel Temer diminuiu a importância de ministérios que o ex-atleta considera importantes, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério das Mulheres; o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério dos Direitos Humanos. "Temas relevantes e tão caros ao país, como o das pessoas com deficiência, perderam relevância e foram abrigadas no Ministério da Justiça e Cidadania", desabafou.

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O "baixinho" também está insatisfeito com o fim do Ministério da Previdência Social e com a extinção da Controladoria-Geral da União. Nesse último caso, Romário acredita que o fim da controladoria dificultará o combate à corrupção. "Defendo o enxugamento da máquina pública e redução de custos do governo, mas não acredito que estas tenham sido as melhores alternativas", critica o senador.

Votação não é sobre crimes de responsabilidade

No final da carta, Romário faz então a revelação de que pode mudar seu voto e dizer "não" ao afastamento de DIma Rousseff. Mas, para evitar polêmicas, tenta usar eufemismos em sua justificativa. Ele defende que não se trata de uma mudança de voto, já que na primeira votação o que estava em jogo era a abertura de uma investigação. Agora, se trata de decidir se Dilma realmente cometeu os crimes de que é acusada. Ao mesmo tempo, Romário confessa que "o conjunto da obra" também será levado em conta, ou seja, sua decisão não sera baseada apenas no julgamento dos supostos crimes cometidos por Dilma, mas também analisará os casos de corrupção, a fragilidade econômica e o aumento no número de desempregados durante o governo petista.

Veja a carta na íntegra:

#Dilma Rousseff