#Michel Temer é reconhecidamente um bom articulador político e possui um bom relacionamento com a maioria dos parlamentares e partidos que transitam por Brasília. Porém, agora que está no topo da "cadeia alimentar", tem que lidar com pressões que antes não faziam parte do seu bom convívio com os parlamentares: o apetite voraz por favores e cargos. 

Ainda necessitando do apoio dos senadores na votação do impeachment que pode afastar a presidente Dilma em definitivo do cargo, Temer tem recebido constantemente parlamentares no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, para aparar as arestas dos favores e votos.

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O senador Romero Juca (PMDB-RR), aquele ex-ministro que foi destituído do cargo por tentar barrar a Lava Jato, é o principal articulador de Temer no Senado. O Planalto acredita ter, nesse momento, 38 votos favoráveis ao impeachment, e conta com 15 senadores supostamente ainda indecisos. São necessários 54 votos para a cassação em definitivo da presidente Dilma. 

Demanda dos senadores

Em ano de eleições municipais, não são apenas cargos que interessam aos senadores, o apoio do Planalto em algumas candidaturas também é uma demanda constante. 

Um caso emblemático é o do Amazonas. No estado do Norte, os senadores Omar Aziz (PSDB) e Eduardo Braga (PMDB) irão lanças candidatos diferentes para a prefeitura de Manaus, e exigem o apoio de Temer em suas candidaturas. Segundo o placar do impeachment feito pelo jornal Estadão, nenhum dos dois ainda decidiu seu voto.

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Para além das eleições, a boa e velha indicação para cargos também se faz presente nas reuniões entre Temer e senadores. 

Segundo informações do jornal Estadão, alguns senadores apresentaram suas demandas claras ao Planalto. Romário (PSB-RJ) gostaria de comandar a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e uma diretoria em Furnas. A primeira demanda já foi conseguida pelo baixinho

O senador Hélio José (PMDB-DF) foi um pouco mais ganancioso e pediu 34 cargos. Já o senador Zezé Perrella (PTB-MG), parceiro de Aécio Neves, emplacou seu filho, Gustavo Perrella, na Secretaria Nacional do Futebol e de Defesa dos Direitos do Torcedor. Vale ressaltar que o senador Perrella já foi presidente do Cruzeiro. 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarou que tem um "controle diário" dos senadores e quais são suas posições e dúvidas quanto a votação do impeachment.  #Senado Federal #Dentro da política