A presidente afastada #Dilma Rousseff está se movimentando em Brasília para evitar a aprovação do #Impeachment contra ela. Dilma se comprometeu com vários senadores e deputados a, caso o impeachment não passe no senado, realizar um plebiscito em que a população se manifestaria por mantê-la no poder ou realizar novas eleições presidenciais. A votação final do impeachment deve acontecer no início de agosto, durante a realização das olimpíadas. A proposta conta com o apoio de Dilma mas ainda não tem a anuência do Partido dos Trabalhadores nem do ex-presidente Lula. O receio deles é de que, ao concordar com novas eleições, a narrativa do "golpe" perca efeito.

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Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, Dilma assumiu que esta proposta existe, mas que o plano ainda está sendo debatido.

Uma das ideias que estão sendo discutidas na cúpula petista é a de realizar o plebiscito junto com as eleições municipais de 2016, que serão realizadas em outubro. Para que isto aconteça, é necessário que um terço da câmara dos deputados ou do senado federal aprove a ideia. Se a população aprovar a realização de novas eleições presidenciais, o congresso nacional teria de votar uma emenda constitucional alterando o calendário das eleições e diminuindo o tempo de mandato de Dilma. As novas eleições ocorreriam, então, em 2017.

Matemática do impeachment

Durante a primeira votação do impeachment, que perguntou aos senadores se a presidente deveria ser afastada para que houvesse uma investigação sobre seus supostos crimes, 22 parlamentares foram contrários ao processo.

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Para escapar do impeachment na segunda votação, Dilma precisa que 28 senadores votem contra o seu afastamento definitivo, ou seja, faltam apenas seis votos para que Dilma volte ao poder, e para que Temer retorne à sua posição de vice-presidente. São esses seis votos que Dilma tenta conquistar com a proposta de novas eleições. Desta forma, os senadores que mudarem de opinião poderão argumentar em público que a decisão de quem deve comandar o país será tomada pela população durante novas eleições, e não por um grupo de políticos reunidos no Congresso Nacional.