A ex-deputada Fátima Pelaes está se preparando para assumir a Secretaria de Políticas para as Mulheres, entretanto ela vem sendo apostada em uma investigação realizada pelo Ministério Público Federal como sendo uma das principais integrantes de uma "articulação criminosa" que conseguiu desviar cerca de R$ 4 milhões através das emendas parlamentares. A Procuradoria Geral da República já divulgou inclusive um relatório mostrando detalhadamente como a secretária de Michel Temer teria participado do esquema, que acabou sendo revelado através da "Operação Voucher", que foi realizada em 2011. Na "Operação Voucher", o nome de Fátima Pelaes foi apontado como estando ligado a uma ONG fantasma que conseguiu fechar um contrato com o Ministério do Turismo.

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É mais um problema sério para o governo de Michel Temer, que está para anunciar Fátima Pelaes para a Secretaria das Mulheres. Este anúncio deverá acontecer já na semana que vem, mas os protestos começaram desde já. Entretanto, a ex-deputada já vem participando de reuniões com o presidente interino, dando a entender que ela já está mesmo certa e que não será substituída.

Vale ressaltar ainda que em 2013, o Supremo Tribunal Federal abriu um inquérito que acabou sendo devolvido à Justiça Federal do estado do Amapá porque a futura secretária de Temer deixou o cargo de deputada. Só que as investigações continuaram e até os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Fátima Pelaes já foram quebrados e novas denúncias poderão surgir.

O documento diz que Fátima Pelaes reuniu por diversas vezes com servidores do Ministério do Turismo para agilizar a liberação das verbas para o convênio com a ONG fantasma, que recebeu mais de R$ 4 milhões graças às emendas que ela promoveu.

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Na época da "Operação Voucher" foram expedidos 38 mandados de prisão, só que por causa do foro privilegiado, Fátima Pelaes acabou não sendo detida pela polícia.

Através de sua assessoria, a futura secretária de Temer informou que ela "confia no trabalho da polícia e da Justiça". #Reforma política #Michel Temer #Crise-de-governo