O PT, através de seus deputados e senadores, ameaça ir à Corte Interamericana de Direitos Humanos para impedir o avanço do processo de #Impeachment de #Dilma Rousseff. Com previsão para depor dia 6 de julho, no #Senado Federal, a presidente afastada, que vem batendo na tecla de que o processo é um golpe, tem novas munições para sua defesa. 

O presidente interino Michel Temer governa com todas as prerrogativas como se fosse o eleito, ou que Dilma Rousseff já estivesse definitivamente fora do poder. LImitou voos de Dilma com aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), alegando que ela não tem mais compromissos oficiais, e sim viajar pelo Brasil se dizendo vítima de um golpe.

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Além de mudar os ministérios, e do governo ser acusado de fazer barganhas políticas para manter os votos necessários na decisão final do impeachment em agosto, e colocar em prática uma agenda derrotada em 2014 com a oposição.

Tudo isso também vem sendo alardeado por Dilma Rousseff em suas entrevistas no Brasil e no exterior. E a presidente afastada está de olho em qualquer contradição no discurso do governo e seus aliados. 

Sendo assim, a presidente afastada irá usar as declarações da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), líder do governo no Congresso, que, em entrevista à Rádio Itatiaia para o repórter Walmor Parente, neste sábado (25), admitiu que não houve pedaladas fiscais e o motivo do impeachment foi outro. "Na minha tese não teve esse negócio de pedalada, nada disso. Eu estudo isso, faço parte da Comissão do Orçamento.

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O que teve foi um país paralisado, sem direção e sem base nenhuma para administrar. A população não queria mais e o Congresso não dava a ela os votos para tocar nenhuma matéria', afirmou ela em entrevista à rádio Itatiaia.

A senadora Rose de Freitas renunciou no dia (23) à vaga de titular da Comissão do Impeachment no senado, para assumir como líder do governo Temer no Congresso Nacional. O suplente da senadora é o senador Magno Malta (PR-ES).

Dilma Rousseff vai ter que argumentar muito, alguns senadores se mostram indecisos, mas estão de olho nas eleições de 2016. Neste momento, o governo interino parece ter muito mais a oferecer para manter o voto sobre o impeachment. Nos noticiários, a corrupção tanto no PT quanto no PMDB são mais destacadas, relegando a defesa da presidente afastada em segundo plano. O fato é que discursos assim, como a da senadora, alimenta a tese da atual oposição de que foi crise política que motivou o impeachment sob o comando do então presidente da Câmara Eduardo Cunha