A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ficou incomodada com as perguntas feitas pela doutora Janaína Paschoal a testemunha que falava na oitiva dessa quarta-feira, 30.

Na ocasião, Gleisi chegou a interromper a sessão para pedir ao presidente da mesa que Janaína Paschoal ficasse em silêncio, pois ela não era senadora para gozar do direito de falar na sessão. A postura da senadora não foi bem vista pela bancada da acusação, que tentou argumentar contra a mesma.

Janaína Paschoal, sem ofender a senadora, alegou que condutas de poder sobre os outros como a que tinha acabado de presenciar que colocaram o país na situação que o brasileiro vive atualmente.

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Além disso, respondeu ao pedido de Gleisi dizendo: 'Não me calo'.

A advogada ainda citou que quando ainda era criança escreveu um poema dizendo que não se calaria e naquele momento usou as mesmas palavras para finalizar a sua resposta à Hoffmann, de que não ficaria calada diante de autoritarismos e injustiças.

Encerramento das oitivas e testemunhas

Nessa quarta-feira também houve o encerramento das oitivas de testemunhas da comissão do #Impeachment. Ao todo os senadores ouviram quarenta e cinco testemunhas, sendo 39 de defesa da presidente afastada, duas de acusação e quatro a pedido do juízo. Na próxima quarta-feira, 8, é prevista a presença de Dilma Rousseff para depor, entretanto, ela não é obrigada a comparecer a sessão se não quiser, podendo ser representada por Cardozo, seu advogado.

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Próximos passos da Comissão

Gleisi, Janaína e companhia se reunirão novamente na próxima terça-feira, 7, quando terão uma audiência com os técnicos da perícia do Senado. Os técnicos poderão entregar seus próprios laudos periciais. Ao longo do mês de julho serão apresentadas e analisadas provas e documentos da acusação e defesa de Dilma. A votação que decidirá se a presidente afastada retorna à presidência ou sofrerá o impeachment ainda não tem data oficial, mas ocorrerá em agosto. O Comitê das Olimpíadas pediu que a votação não acontecesse durante os jogos, por isso é possível que a decisão seja tomada antes da abertura da Rio 2016. #Congresso Nacional #Senado Federal