O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, se tornou nessa quarta-feira (29) réu pela segunda vez no escândalo de #Corrupção do #Petrolão e será investigado novamente na Operação #Lava Jato, após o acolhimento de denúncia feito pelo juiz federal de 1ª instância de Curitiba, Sérgio Moro.

Além de Dirceu, outras duas pessoas se tornaram réus nesse novo processo: o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e o próprio irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva.

Todos os envolvidos nessa nova denúncia terão que se retratar à justiça sobre a acusação de envolvimento em crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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O grupo é acusado de formar um esquema de recebimento de propina junto com empresas fornecedoras de tubos à Petrobras.

Justiça Federal investigará pagamento de mais de R$ 7 milhões

Sérgio Moro terá que analisar a denúncia de que o grupo citado acima recebeu um pagamento de 7 milhões de reais, pagos pelos empresários Carlos Eduardo de Sá Baptista e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares, proprietários da empresa Apolo Tubulars, acusada de envolvimento no esquema.

O pagamento milionário, segundo apontam as investigações, foram feitos para que a empresa fosse beneficiada na concessão de uma licitação coordenada pela Gerência de Material da Petrobras.

Após a concessão da licitação, a Apolo Tubulars recebeu um contrato de fornecimento de tubos com a maior estatal do país e abocanhou um contrato inicial de 255,8 milhões de reais, aumentado com o passar do tempo para incríveis 450,4 milhões em fornecimento de tubos.

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A investigação apontou que José Dirceu foi beneficiado com cerca de 2,2 milhões de reais no esquema de pagamento de propinas.

Empresas que pagavam propinas ganhavam contratos bilionários com a Petrobras

Essa nova denúncia apresentada a Justiça Federal já foi batizada e se chamará operação Vício, que investigará através da força-tarefa do Ministério Público as empresas Confab Tubos S/A e a Apolo Tubos e Equipamentos. A investigação inicial aponta que os contratos com a Petrobras somavam mais de 5 bilhões de reais.

O valor pago em propinas para conseguir contratos girava em torno de 40 milhões, negociados diretamente com o delator Júlio Camargo, operador financeiro do esquema que, ao invés de analisar a qualificação técnica e a qualidade dos produtos oferecidos, discutia abertamente o quanto seria pago em propinas para a concessão de contratos.