A empresa paulistana Bellini Cultural, que, devido às investigações da #Lava Jato, foi alvo da Operação Boca Livre, que investiga empresas que foram beneficiadas pelos recursos da Lei Rouanet. Na última terça-feira (28), a Polícia Federal cumpriu 14 mandados de prisão, sendo um deles o dono Bellini,  Antônio Carlos Bellini. 

Segundo a Procuradora do Ministério Público, Karen Louise Kahn, as empresas agiam ganhando duplamente, patrocinando eventos, e se beneficiavam com deduções do imposto de renda. A produtora Bellini chegava a devolver o valor captado, transferindo para diretores de empresas, isso era uma forma de "gratificação" por terem aceito e financiado suas propostas.

Publicidade
Publicidade

Alguns beneficiados

O diretor da empresa farmacêutica "Cristália", Odilon Costa, patrocinou um evento que promoveu shows da Orquestra Sinfônica Nacional, porém, o Ministério Público Federal disse que os recursos foram utilizados para bancar o show do Jota Quest, em um congresso de anestesiologia no ano de 2014, que ocorreu no Recife, o evento privado também contou com a apresentação da orquestra.

A rede de atacadista Roldão, patrocinou também um show do Jota Quest fechado para 4.000 pessoas, e o prometido contava com quatro apresentações da Orquestra Villa-Lobos, porém, foi comprovado para o Ministério Público apenas uma apresentação. A Orquestra disse que se apresentou em ONGs e comunidades carentes, pois foi solicitado pelo seu contratante, já o Jota Quest, não se pronunciou sobre o assunto. 

Outro caso foi com a Toyota.

Publicidade

A montadora recebeu uma verba via Lei Rouanet para fazer um projeto que sugere retratar a beleza natural de Alagoas e Pernambuco, porém, metade do projeto foi realizado, a outra parte foi esquecida e o material que deveria ser distribuído ficou com a montadora. 

O show de Fábio Porchat, de comédia stand-up, também será investigado pelo Ministério Público, uma vez que foi pago com dinheiro público. Quem contratou Porchat foi o escritório de advocacia "Damarest", para celebrar 68 anos de empresa. Porchat disse que não sabe a origem do dinheiro de quem o contratou.

As empresas Roldão atacadista, Toyota e Cristália, em nota, afirmaram que irão contribuir para as investigações, e que não são alvo do Ministério Público. Todas essas empresas contrataram a Bellini Produções.  #Governo #Corrupção