O ex-ministro do governo #Lula, José Dirceu, considerado um dos mais fortes da gestão do ex-mandatário petista, enfrenta mais problemas com a Justiça, mesmo após sua prisão, através da decisão do juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Em decisão recente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, autorizou o Grupo de Atuação Especial Regional para Repressão ao Crime Organizado (GAERCO/ABC), para que sejam retomadas as investigações sobre o ex-ministro petista, em alusão a envolvimento com esquema de desvios de recursos na Prefeitura  de Santo André, região do ABC paulista, comandada à época pelo prefeito assassinado Celso Daniel, durante sua gestão em 2002.

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A decisão do ministro Luiz Fux revoga uma liminar que estabelecia anteriormente, através de decisão do ex-ministro do STF Eros Grau, que atendia a um pedido da defesa de José Dirceu, que solicitava o impedimento da investigação iniciada pelo Ministério Público do estado de São Paulo.

Desvio de dinheiro público

O ministro Fux faz citação relativa ao Ministério Público, em que "foi identificada notícia de provas novas sobre o comprometimento do ex-ministro José Dirceu", em relação à arrecadação de propinas da Prefeitura da região do ABC paulista. Um depoimento de extrema importância foi dado pelo ex-secretário de Habitação Altivo Ovando Júnior,  da Prefeitura de Mauá, cidade vizinha à Santo André. Ele afirmara que José Dirceu tinha conhecimento da arrecadação de dinheiro público ilegalmente na cidade de Santo André, conforme reuniões que ocorriam no gabinete do prefeito.

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Outro fato nebuloso durante à época do assassinato do prefeito Celso Daniel, trata-se do flagrante do assessor de Dirceu na Casa Civil, Waldomiro Diniz, em que ele teria recebido uma mala de dinheiro, proveniente do doleiro Carlos Cachoeira, durante embarque em um voo com destino a Brasília. Carlinho Cachoeira foi preso nesta quinta-feira (30), em operação deflagrada pela Polícia Federal. O documento do Ministério Público, em relação ao caso Celso Daniel, relata que "há um conjunto de evidências que denotam um esquema de corrupção na Prefeitura, com a participação dos ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho, no que tange a um pagamento pelo PT ao empresário Ronan Maria Pinto, com o intuito de que ele não depusesse sobre o envolvimento de Dirceu e Carvalho no esquema", de acordo com o documento do MPF. 

Tanto José Dirceu que está preso em Curitiba, quanto o ex-ministro Gilberto Carvalho, negam ter participado do esquema de Santo André. #Dilma Rousseff #Lava Jato